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2006-02-17

Anacoreta


aqui


Do amor pode-se dizer que o menos terreno é o menos demonstrativo. Na sua forma absolutamente indestrutível, atinge uma profundidade em que toda a exibição é dolorosa.

Thomas Hardy


Mas quem gostaria realmente de ser amado sem as mais pequenas demonstrações de afecto? Quem aceita realmente um amor contemplativo, sem um gesto, um carinho? Quem consegue viver o amor sem exprimir em cada gesto o tanto de felicidade que nos traz, a cara parva com que passamos a encarar o mundo, a forma obtusa como o mundo passa a rodar em torno de um par?

Antes a finitude do amor terreno, pleno ainda assim, doce nos seus prazeres e agonias, feitos e resultados de cada gesto enlaçado em sentimentos. Exibível? Claro que sim. E degustado por isso mesmo.

Quantos de nós se deixam realmente convencer por qualquer outro tipo de amor? O ascetismo, por mais que nos digam o contrário, parece ser a negação de todo o prazer. E eu sem bem que tipo de êxtase prefiro procurar...

5 comentários:

  1. O amOr só vale a pena

    Quando é de corpo e alma
    Quando a entrega é de 200%
    Quando dói
    Quando se respira o outro
    ...

    eu vivo-o assim.
    eu sinto-o assim.

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  2. O amor platónico traz sofrimento sem qualquer gozo. Antes o sofrimento do amor vivido!
    Bom resto de fim-de-semana!

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  3. Às vezes, sinto só que é cada vez mais difícil amar. Que o conceito se prolonga como um polvo tentacular e se esvazia ao mesmo tempo de todo o significado.

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  4. Mas não basta querer amar, não é, Deep? E chegamos a não saber o que realmente queremos; ou então parece que atafulham o próprio conceito de metas irrealizáveis.

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  5. Mais Vozes

    Os ascetas descobrem outros tipos de prazeres, que não os carnais. E preferem-nos. Opções... Bom fim-de-semana.
    Folha de Chá | Homepage | 02.17.06 - 5:30 pm | #

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    Mas exibi-lo dá uma trabalheira... obriga-nos a pensar no Outro.

    Mas também quem não quiser pensar tem sempre a alternativa dos insufláveis.
    maria arvore | Homepage | 02.17.06 - 10:08 pm | #

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    são dimensões distintas que podem coexistir. amar e amar. dois seres distintos de forma distinta. será traição?
    maria | Homepage | 02.18.06 - 12:47 am | #

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    quantas formas pode assumir o amor?
    beijo
    riquita | Homepage | 02.18.06 - 1:15 am | #

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    Conhecendo-te como te conheço (mal), fico na dúvida sobre que tipo de êxtase preferes procurar.
    cap | Homepage | 02.18.06 - 7:10 pm | #

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    parece-me um misto de carne turgida e explosão cerebral
    Está tudo recomposto?
    j.p. | Homepage | 02.18.06 - 7:35 pm | #

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    Serão opções, sim, Folha de Chá. Mas para mim incompreensíveis
    Hipatia | Homepage | 02.20.06 - 2:07 pm | #

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    Claro, Maria Árvore Há sempre a opção do tango a uma mão

    (mas é uma trabalheira que dá muito gozo )
    Hipatia | Homepage | 02.20.06 - 2:08 pm | #

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    Será, Maria? Não sei se a traição pode coexistir com o amor, já que aniquila a confiança e eu não concebo amar sem confiar plenamente. Mas talvez esteja mesmo condicionado ao tipo de amor
    Hipatia | Homepage | 02.20.06 - 2:10 pm | #

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    Nunca o dos anacoretas, Cap Não tenho fé para tanto
    Hipatia | Homepage | 02.20.06 - 2:11 pm | #

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    Gostei, J.P. Acho que é, sem dúvida, um misto de carne túrgida e explosão cerebral. Pelo menos numa primeira fase. Depois, queremos sempre águas calmas, mesmo quando nos revoltamos contra a acalmia, não é?

    (vai estando; ainda não completamente, mas quase )
    Hipatia | Homepage | 02.20.06 - 2:14 pm | #

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    Não sei, Riquita. Não é sempre "plenamente"?
    Hipatia | Homepage | 02.20.06 - 2:15 pm | #

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