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2006-05-02

Língua bífida


aqui


Às vezes, parece-me haver mais línguas bífidas do que línguas afiadas. Criticar pela negativa é sempre tão mais fácil! Entrar em jogos persecutórios mais fácil ainda. Ler nos outros os nossos medos, os nossos traumas, os nossos preconceitos, é um hábito de que se abusa. Essa é a parte da net de que não gosto. Uma net feita pavilhão de caça de uma série de gente minguada perante a vida. E contra ela me revolto. Mesmo também tendo, muita vez, uma língua afiada. Demasiado afiada.

Estou a ficar cansada...

20 comentários:

  1. (onde é que eu já li uma coisa parecida?)
    minha querida...andamos todos.
    Nuns nota-se mais...
    deixa-os poisar...

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  2. Cheguei de fim de semana, dei uma volta breve por blogues, descobri logo não sei quantas indirectas e não sei quantas confusões e o dizer mal (mesmo que disfarçado) e o mal interpretado e o interpretado em excesso e o caraças! E ainda por cima, tenho o Chez Maria a fechar. Um dia destes, dou eu de frosques e pronto.

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  3. Livra-te, terminantemente, de froscar! Se não eu faço o mesmo também!
    Posso dar-te um conselho? Se o não quiseres, podes devolver-mo embrulhado. ;)
    Eu só leio o que sei que não me vai provocar azia. Não arranjo tempo para línguas e espinhas bífidas. :)
    Beijo.

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  4. É, às vezes é difícil dar verdadeira atenção ao outro, é tão mais fácil criticar, apontar e contra mim falo qdo o faço.
    Às vezes espera-se demais do outro, olhamos para nós e p/ aquilo q achamos q somos e imaginamos o outro idealmente reflectido lá. E zangamo-nos.

    Li algures q não existe a conversa - o q há é monólogos cruzados.

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  5. Não há só partes boas, já devias saber. As más aprendem-se a ignorar, como um mal menor para que as boas possam existir ;)

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  6. Esses problemas devem ser sempre cortados pela raíz, Hipatia (e se possível, as línguas também).

    ;-)

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  7. Já ando por aqui há tantos anos (e já tenho ali a Vanus a recordar-mo) que já devia ter aprendido. Mas parece que não aprendo nunca, Cap. É como digo no post: tenho língua (ou teclas) afiada e sou bem capaz do pior. Mas, por natureza, prefiro andar por aqui na boa, a divertir-me, a ler coisas que me ensinem qualquer coisa, textos que me toquem de alguma forma. Guerras não! Já basta o dia-a-dia de luta e pouca compensação. Eu procuro por aqui boa onda. Estou farta de guerrilhas e textos cheios de subentendidos. E, raios!, parece que acabo sempre a saber mais do que queria :(

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  8. Vejo demasiadas farpas e alfinetadas cruzadas. E, sim, na maior parte das vezes acho que falta diálogo e paciência e talvez um baixar de cristas. Talvez sejam mesmo monólogos cruzados e talvez seja isso que me sabe, tanta vez, a tão pouco, Vague.

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  9. Bem sei, miga. Ou deveria saber. Tanto tempo nisto e parece que não há maneira de aprender, não é? Ou às tantas é só um inglório esforço para não deixar cair a moedinha como se, ao resistir ainda, tudo de tornasse suportável. Mas há dias em que nada é suportável e aterra sobre mim um cansaço tal que só me apetece mandar tudo às urtigas :(

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  10. Mas nem sempre nos é possível ficarmos de fora, não é, Old Man. De uma forma ou de outra, navegamos num ovo e nunca há nenhuma esquina onde estamos suficientemente escondidos. Nem sequer protegidos de línguas peçonhentas. O pior é quando a peçonha se torna contagiosa: o primeiro sinal para navegar para outras paragens...

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  11. Estou com o cap.
    Nem ler,e mantr os que me são queridos.
    E ecoponto,se é que me entendes ;-)

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  12. Tens ideias para "manter" o Chez Maria? Ou fazer o J.Q. voltar a postar? Ou outros que tais que, lentamente, se estão a ir embora? Dou alvíssaras, Jaquelina Pandemónio :))

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  13. Chateia-me quando levamos com a lingua bífida de outros, que não nos conhecem,à conta da sua própria insegurança!....

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  14. posso tentar Hipatialudovina...posso tentar,sem promessas...

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  15. Boa onda é comigo, Hipatia :)

    Minha querida, tb não entendo os textos encriptados e embora imagine q alguns têm destinatário e até aceito alguns recadinhos, o excesso de amargura e ataque é obsessivo.
    Mas isto é apenas a net, apenas uma parte do reflexo do q uma parte de nós é lá fora.

    BAh.

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  16. Nem é bem isso, sabes, Gaivina? Que quando os ataques são sobre nós, melhor ou pior arranjamos forma de nos defendermos. É mais uma constatação de "tom recorrente", como se não houvesse mais nada; como se não pudesse haver mais nada.

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  17. Tenta então, Jaquelina Pandemónio :)))

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  18. Boa onda é contigo, sim, Vague. Mas nem isso te pôs a salvo, não é? Às tantas, ser menos "boa onda" ainda é melhor defesa. Ou então, pugnar por continuar a ter um blogue anónimo e anódino ;-)

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  19. Quanto à bondadade das várias ondas numa só, digo q nem sp sou boa onda, nem sobretudo o sou p/ mim própria. Adiante q não me quero despir.
    :)
    Mesmo assim, continuo a gostar do meu registo de blog. Um dia q pense numa coisa mais anódina, penso nos teus tempos do Aristides de Sousa Mendes :)
    E gosto tb dessa tua faceta.
    bj

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  20. LOL

    Não te esqueças que o Sousa Mendes apareceu nos intervalos dos desafios eróticos ;-)

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