Marianne Maric
Suponho que há um tipo de gajedo de trinta e muitos, quarenta e poucos cheio de peneiras e manias, sobretudo um certo grupo de gajedo que, por força de maior habilitação académica e do desregular dos costumes de antigamente, deixou de depender de macho para o sustento do lar e da família, sendo que a maioria até caiu no logro de constituir família lá para os vinte e muitos e parir os filhos da praxe e agora que está sem gajo e os filhos já começam a estar encaminhados, quer é aproveitar o tempo que entretanto acha que desperdiçou.
Isso é facilmente demonstrado por qualquer grupo de amigas que tenha a mania de se reunir para um qualquer almoço das quintas ou jantar das sextas. Há normalmente nesse grupo de fêmeas um ar altivo e condescendente e um aspecto de banho de loja e perfumaria, mesmo que a loja seja a feira e o perfume de amostra. Reúne-se para pôr a conversa em dia, falar dos pimpolhos e dos preços, dizer mal do Sócrates, da economia e do restante gajedo que naquele dia não apareceu. E muito especialmente para falar de homens. É assim uma espécie de folhetim à moda da Margarida Rebelo Pinto, mas em tempo real, desancando nos Gustavos e nos Guilhermes e nos Rodrigos e nos Gonçalos. Às vezes também há uns Pedros ou uns Joões, mas dificilmente há uns Zés ou uns Tós e Tonis então são mesmo carta fora do baralho. E os pimpolhos, por sua vez, também têm todos nome de dinastia afonsina.
Riem sempre muito. E cochicham. E põem pose de fêmea predadora, do eu agora é que estou bem, desde que entre a horas a pensão de alimentos e não volte a subir a taxa de juro e a gasolina e que venham rapidamente os saldos nas sapatarias. Costumavam ir muito à praia e ao solário, mas agora que parece que faz mal e envelhece a pele e não há ordenado para os cremes, passaram a ir antes ao ginásio e a carregar a garrafinha de água das formas luso e quejandos, enquanto pedem a saladinha disto e daquilo e não admitem nem sob coacção que no jantar da véspera se mandaram a uma rojoada ou uma feijoada à transmontana.
O alvo do fel das conversas é quase sempre o sexo oposto, o tal que, no entretanto, aprenderam a galar descaradamente, deitando a rede a ver se vem o peixe e assumindo que boys will be boys, haja ou não paciência para os aturar, desde que os possam passear nas trombas das amigas e lhes encontrem alguma valia na cama, na carteira e na companhia. E os alvos (excepto se forem tenrinhos e com menos uma década no mínimo, mas isso não é para qualquer uma), enquanto o tempo também lhes passa por cima e lhes impõe o medo de ter a gaita em permanência a apontar para os sapatos, aturam ou fazem de conta que não sentem essa condescendência feminina e um certo desespero na caça. Vão-se deixando caçar amiúde, mas com tempo limitado. Alguns são caçados várias vezes e também caçados com a amiga. Mas muitos mais preferem antes caçar uma qualquer pitinha nova facilmente encorajada pelo BMW em 2ª mão, que dá pouco trabalho e provavelmente nem sabe quem é o Sócrates ou o preço da gasolina, ou que há lojas para além da Zara e não come só saladinha.
Seria de esperar que, ao fim de tanto ano de vida e de tanta cabeçada, o gajedo nas bordas dos quarenta já se tivesse organizado melhor; que fosse capaz, para lá de todas as lérias contadas à volta da saladinha no almoço das quintas ou no jantar das sextas, de assumir a sua inteireza de fêmea, uma espécie de consciência do seu valor absoluto e do funcionamento constante de todas as partes do mecanismo - desde que devidamente oleadas, com ou sem intervenção mecânica. E os rapazes que serão sempre rapazes, mesmo que já carecas, ou barrigudos, ou de qualquer outra forma disfuncionais, não fossem ainda o motivo de todos os esforços, declarados ou não, ou de todas as conversas com um mínimo de conteúdo. Ou sequer que a solidão não aparecesse tão estampada nas caras deste gajedo a tentar competir com as pitinhas rijinhas recém-saídas dos cueiros, apregoando uma suposta e falsa confiança por baixo dos cremes e dos blushes e do sorriso em contramão do desespero de se verem a envelhecer sem gajo e sem norte e sem vida, para além daquela vida que ainda precisam construir não para elas, mas em função dos outros.
Isso é facilmente demonstrado por qualquer grupo de amigas que tenha a mania de se reunir para um qualquer almoço das quintas ou jantar das sextas. Há normalmente nesse grupo de fêmeas um ar altivo e condescendente e um aspecto de banho de loja e perfumaria, mesmo que a loja seja a feira e o perfume de amostra. Reúne-se para pôr a conversa em dia, falar dos pimpolhos e dos preços, dizer mal do Sócrates, da economia e do restante gajedo que naquele dia não apareceu. E muito especialmente para falar de homens. É assim uma espécie de folhetim à moda da Margarida Rebelo Pinto, mas em tempo real, desancando nos Gustavos e nos Guilhermes e nos Rodrigos e nos Gonçalos. Às vezes também há uns Pedros ou uns Joões, mas dificilmente há uns Zés ou uns Tós e Tonis então são mesmo carta fora do baralho. E os pimpolhos, por sua vez, também têm todos nome de dinastia afonsina.
Riem sempre muito. E cochicham. E põem pose de fêmea predadora, do eu agora é que estou bem, desde que entre a horas a pensão de alimentos e não volte a subir a taxa de juro e a gasolina e que venham rapidamente os saldos nas sapatarias. Costumavam ir muito à praia e ao solário, mas agora que parece que faz mal e envelhece a pele e não há ordenado para os cremes, passaram a ir antes ao ginásio e a carregar a garrafinha de água das formas luso e quejandos, enquanto pedem a saladinha disto e daquilo e não admitem nem sob coacção que no jantar da véspera se mandaram a uma rojoada ou uma feijoada à transmontana.
O alvo do fel das conversas é quase sempre o sexo oposto, o tal que, no entretanto, aprenderam a galar descaradamente, deitando a rede a ver se vem o peixe e assumindo que boys will be boys, haja ou não paciência para os aturar, desde que os possam passear nas trombas das amigas e lhes encontrem alguma valia na cama, na carteira e na companhia. E os alvos (excepto se forem tenrinhos e com menos uma década no mínimo, mas isso não é para qualquer uma), enquanto o tempo também lhes passa por cima e lhes impõe o medo de ter a gaita em permanência a apontar para os sapatos, aturam ou fazem de conta que não sentem essa condescendência feminina e um certo desespero na caça. Vão-se deixando caçar amiúde, mas com tempo limitado. Alguns são caçados várias vezes e também caçados com a amiga. Mas muitos mais preferem antes caçar uma qualquer pitinha nova facilmente encorajada pelo BMW em 2ª mão, que dá pouco trabalho e provavelmente nem sabe quem é o Sócrates ou o preço da gasolina, ou que há lojas para além da Zara e não come só saladinha.
Seria de esperar que, ao fim de tanto ano de vida e de tanta cabeçada, o gajedo nas bordas dos quarenta já se tivesse organizado melhor; que fosse capaz, para lá de todas as lérias contadas à volta da saladinha no almoço das quintas ou no jantar das sextas, de assumir a sua inteireza de fêmea, uma espécie de consciência do seu valor absoluto e do funcionamento constante de todas as partes do mecanismo - desde que devidamente oleadas, com ou sem intervenção mecânica. E os rapazes que serão sempre rapazes, mesmo que já carecas, ou barrigudos, ou de qualquer outra forma disfuncionais, não fossem ainda o motivo de todos os esforços, declarados ou não, ou de todas as conversas com um mínimo de conteúdo. Ou sequer que a solidão não aparecesse tão estampada nas caras deste gajedo a tentar competir com as pitinhas rijinhas recém-saídas dos cueiros, apregoando uma suposta e falsa confiança por baixo dos cremes e dos blushes e do sorriso em contramão do desespero de se verem a envelhecer sem gajo e sem norte e sem vida, para além daquela vida que ainda precisam construir não para elas, mas em função dos outros.
Dass Hip, com uma visão assim tão... cirúrgica, não precisavas de bisturi se um dia pensasses mudar a actividade profissional para a área da... estética.
ResponderEliminarMas Yha, é fundamental que o maralhal se comece a aperceber das realidades e aprenda a viver com elas, retirando daí o máximo de proveito possível, sobretudo ao nível da estabilidade emocional...
Contudo... sempre se safam os donos das comedorias onde elas se reúnem para morfar a saladita e galar os cabrestos que vão passando pela pradaria.
hehehehe
Ah, é verdade!
ResponderEliminarQuase me esquecia, curti bué aquele modelo de candeeiro... está a dar à luz, né!?
E vão ao Lux?
ResponderEliminarEssa do cabresto na pradaria está do melhor, Bartolomeu. LOL!
ResponderEliminarQuanto à estabilidade emocional, essa nunca será conseguida por se fazer o frete a outros ou só por seguir o que é habitual no grupo. Os grupos são giros - e ditatoriais - na adolescência. Depois disso, obviamente que gostamos ainda de pertencer, mas já não se pode continuar a baixar a cabeça perante a ditadura.
E, sim, era a dar luz. A ver se se faz luz ;-)
Tu sabes que eu sou do Porto, Pre. Acho que nunca fui ao Lux, para poder dizer se vão ou não. Conta lá como é...
ResponderEliminar;-)
Hipatia,
ResponderEliminarNão vislumbro qualquer problema que se juntem mulheres à sexta, com total independência financeira, divorciadas, mal casadas, solteiras, juntas, a falar do política, de gajos, de sapatos, de tenrinhos, de gajas ou de outra coisa qualquer... É por serem só mulheres? Os homens não fazem o mesmo e só, por ventura e às vezes, divergem nos temas e nos alvos...? Um jantar por semana, só um? Quem me dera ter tempo só para a coscuvilhice. Discutir a teoria do caos dá muito mais trabalho e apanhas muito chanfrado de hello kitty a tiracolo ;)
LOL! Essa moda da hello kitty em cada tiracolo é, por acaso, outra que não chego a entender.
ResponderEliminarNão, não há mal na coscuvilhice. Todos a fazemos alguma vez em algum dia. É mais do que isso e sabes bem: também as deves conhecer, já as deves ter visto, ouviste-as certamente, que fazem tamanho chinfrim que não há como passarem despercebidas. E os tais gajos a que me refiro no texto como estando cheios de medo de que a gaita já só saiba ver os sapatos são mais do mesmo, mas no masculino. Esses galam tudo o que mexe, a ver se ainda mexe e contam histórias para os amigos, tipo aquele alfaiate (era alfaiate, não era?) das histórias de encantar que matava sete de uma vez. Uns e outros, vivem em função da imagem que projectam e pelam-se de medo de apenas serem o que são. E isso assusta-me muito mais do que qualquer ano a mais que tenha, ou qualquer ruga que apareça, ou as brancas, ou até a falta de tempo para a coscuvilhice.
Ah, as aparências... pois. Pois olha que há algumas quarentonas, ou até cinquentonas (que ninguém me leia isto, céus!) que metem qualquer gaita a tocar Ravel... (eu não disse isto!)
ResponderEliminarClaro que disseste e claro que há. Mas o problema não será antes das gaitas que dizem que tocam Ravel e já só chegam ao corridinho e mesmo assim aos soluços? E depois há as gajas que, nem importa a idade, de Bolero só conhecem os casaquinhos :D
ResponderEliminarYou're right!
ResponderEliminarESte post está tão bom, mas tão bom que vou lincar lá no meu tasco.
ResponderEliminarE só entre nós, eu às vezes sinto-me mal e anormal por não fazer parte de um grupo de gajedo como descreves. Na verdade, não tenho muitas amigas, e não há almoços de quinta ou jantares de sexta, nem conversas sobre filhos, nem galanços a tipos. As amigas (?) que tinha ficaram todas um bocado assim, e eu não me identifico. Segundo me fazem sentir, parece que eu é que estou mal, porque não cresci, ou não sou feminina, ou mulher ou lá o que é (WTF?). Mas a verdade é que não tenho pachorra para estas conversas. Se falo de livros, filmes, política, actualidades, olham para mim com o ar lá está ela a armar-se em intelectual. E sinto-me uma marginal por isso.
Olha, com este post fizeste-me sentir um bocadinho mais normal, e que há mais como eu.
(e não, não compro a caras, não conheço nem 1/3 das pessoas que lá aparecem nem quero conhecer)
Assim, sem contrariar? Dás-me uma vitória de bandeja? Até fico desconfiada! :P
ResponderEliminarAh! E essa coisa tão gira de comprarem a carteira e a sandalita amarela só para andarem na moda? E o medo com que tratam quem tem opinião e conhece mais do que os livrinhos nas prateleiras do supermercado? E a surpresa (e o desconforto e a desconfiança) perante uma qualquer gaja que nunca se sentiu mais ou menos mulher se de homem a tiracolo? E a critica à feminilidade alheia, pois então, esse espartilho onde querem ver feminino e futilidade misturados, com horas de cabeleireiro a retocar as unhas, as madeixas e a má-língua? E falar com os decibéis à beira da poluição sonora? E galar o marido da vizinha enquanto se critica a colega de emprego por andar com um divorciado? E a inveja transbordante? E medir todas as mulheres como adversárias?
ResponderEliminarSou freak! Decididamente! Mas nem tudo está perdido: não sou a única ;-)
Está espantoso, Hipatia!
ResponderEliminarCaricatura mas quase verdade. Estupidamente achava que era fauna mais cá de Lisboa, mas obviamente que deve transbordar por todo o lado. Imagino que entre os homens possa haver algo correspondente, mas não tanto. Eu pelo menos acho-os mais comedidos. E não comem saladinhas.
Pois fica desconfiada, fica... (Da próxima nem que reconfigure toda a minha cabeça só para ter o supremo prazer de te contrariar)
ResponderEliminarMas quanto a este post, desconheço um pouco - bastante - essa realidade.
Sim, é caricatura, mas é uma fauna que vai alastrando. Talvez seja mais visível nos grandes centros urbanos, onde a pressão dos pares não se faz sentir da mesma maneira. Ou talvez porque fora das grandes cidades as famílias são ainda compostas por mais do que o núcleo restrito, incluindo tios, primos, vizinhos. Será à toa que tanta gente apregoe que a sua verdadeira família são os amigos? Por um lado não contesto, que os amigos sempre podemos escolher. Mas, por outro, muitas vezes parece-me o discurso de quem não conhece de facto o que é o valor maior de uma família alargada, daquelas de zangas monstras e alegrias maiores ainda, mas onde há sempre alguém disponível para ajudar, para ficar com o cão e o periquito, para encher um quarto de hospital e ainda os corredores, para ir apagar a luz que ficou acesa quando se saiu de férias e aproveita e limpa o frigorífico. E, depois, há nestes grupos de amigas algo que soa a falso. Como me soa sempre a falso alguém que grita a 10 metros de distância "amiggggaaaaaaaaa!" todos os dias à mesma hora. Ou as conversas em que todas parecem sempre só querer saber as tristezas das outras e nunca as alegrias, como se na infelicidade alheia encontrassem alívio e sustento. E é, acima de tudo, o tanto de histriónicas que me parecem, quase histéricas na forma como querem chamar a atenção sobre si, o absurdo dos acessórios pensados ao pormenor e as conversas altas, demasiado altas, como se fosse preciso dar a saber, como se quem tem o azar de ficar por perto fosse obrigado a engolir tanta felicidade pré-fabricada com ar que vai embora mal se apaguem as luzes da porta da entrada de casa.
ResponderEliminarE os homens talvez aparentem ser mais comedidos. Ainda assim, não há nada mais infeliz e inábil do que um homem que se apanha de repente sozinho, de casa vazia, a ver os filhos com fins de semana contados e o medo da velhice a bater-lhe à porta, inseguro da barriguinha que não há ginásio que abata, a ver o canal de publicidade pela noite dentro e a comprar todos os "gadgets" que fazem abdominais por medida. Só não podem é apregoar a solidão e a tristeza, que nunca se souberam permitir a aparência de fracos. E engolem, vão engolindo, saltitando de miúda em miúda e de carro em carro e agradecendo mas evitando os jantares em casa dos amigos que ainda estão casados e aparentemente felizes, preferindo antes um canto de um qualquer balcão de um qualquer bar e talvez um engate de ocasião para ver se ainda estão vivos.
Como se não tivesses tido sempre prazer em contrariar-me, lol. (e eu a ti, que não sou santa). Mas há algo que só a quantidade de anos passada nos permite, um certo à vontade para mostrar as unhas e deixar que o circo arda um bocadinho (mesmo que de extintor já à mão) que só é possível depois de muita guerra, daquela a que quem vai dá e leva. Não tenho receio de discutir contigo. Ponto. Já o fizemos antes, sabemos mais ou menos os limites de tolerância um do outro, o grau de confiança que nos podemos permitir. E, venha o que vier, isso não tenho – apesar destes anos todos de blogue – com qualquer um. Talvez nos tivéssemos cruzado quando ainda éramos demasiado ingénuos em relação ao que é isto por aqui: tenho hoje um calo que não tinha então e um cinismo entranhado. Mas também gosto quando concordamos, não penses o contrário.
ResponderEliminarE penso que deves conhecer esta fauna também. Não digo que sejam amigos daqueles com quem tens prazer em privar. São antes daqueles ruídos de fundo das esplanadas, o grupo que sabes que fala português e de quem foges a sete pés quando estás de férias bem longe, as amigas a ocuparem uma fila inteira à tua frente no cinema sempre com a luz do telemóvel ligada e a passear o dito de mão em mão, partilhando o sms recebido, os gajos em quem tropeças às portas das papelarias a olharem para as revistas de carros e ar pingão na cara ou nas entradas dos ginásios a verem o reflexo da barriga na porta de entrada. Existem, é só isso. E são – pelo menos, parece-me – cada vez mais difíceis de contornar.
Ah, João, as tuas caixas de comentários sofrem de alguma síndroma do fantasminha, aparecendo e desaparecendo? Ou é segredo?
ResponderEliminar"acho que nunca fui ao Lux"
ResponderEliminaré preciso ter cá uma lata. então quem era aquela tipa toda esparramada num puff que mal se conseguia levantar? :)) tss tss
alguém que frequenta discotecas em Lisboa?
ResponderEliminar(mas, pronto, como eu nem sei bem o que é o Lux, ou onde fica, talvez me tenham levado algum dia por maus caminhos...)
Ah, e tu a não desistires e a dar-lhe. O quarentão e o gadget: história de uma compensação fálica.
ResponderEliminarNão faço ideia se já alguém pegou neste tema para uma tese (vá, um livrinho da secção light) mas era bem fácil de desenvolver.
É tã lindo, não é, quando se vê um tipo grisalho e já com muito bife acumulado na barriguinha, camisa às riscas, sapato de vela sem meias (radical!), pullover de cor partel sobre os ombros, a conduzir o seu descapotável com uma bimba falsa loura no banco do pendura, ar de stripper que não se aguenta, mas a achar que está girérrima e super fashion.
E ele a babar, com um arzinho de superioridade masculina.
Impagável.
Eheheh
ResponderEliminarTinha feito um post a dizer mal do gajedo que se reúne para dizer mal dos homens e estava a portar-me bem para não cair na minha própria armadilha. Mas aquele comentário da Emiele era irresistível, lol. Pois é que a eles também lhes bate. E de que maneira! Às vezes até fazem figura bem mais triste. Essa tua descrição é a daqueles que já enfiaram a camisola da figura triste e calçaram os sapatinhos correspondentes. A bimba de acessório almoça provavelmente no shopping :D
Mais Vozes
ResponderEliminaró deuses, este almoço no shopping mais parece um estudo sociológico.
mas vendo bem, acho que conheço umas quantas senhoras assim. dramático? ná. cómico! e vai mais um smile:
fabulosa | Homepage | 06.29.09 - 10:40 pm | #
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Acho que todas conhecemos, Fabulosa. Normalmente é cómico; noutras vezes é só patético. Quando chegamos a conhecer há muitos anos uma ou duas que se prestam a tal figura, é apenas triste.
Hipatia | Homepage | 06.29.09 - 11:55 pm | #