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2013-09-23

Nem todas são ridículas



Queria escrever uma carta de amor que nunca se perdesse nos arquivos e que nunca chegasse a ganhar pó. Queria fazer uma canção, talvez em lá maior, nada muito complicado, mas que trauteássemos para sempre. Queria que tivéssemos uma canção com um refrão incontornável e insidioso, impossível de deixar de trautear.

7 comentários:

  1. Oh, como gostei destas palavras. Espero que consigas escrever essa carta de amor musical!

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  2. Houve um tempo em que adorava cantar isto (sabia toda a letra de cor) e em que sentia que a própria música e o amor tinham grande força.
    Nessa altura, talvez ainda acreditasse no amor e achasse menos ridículas as cartas de amor.

    Espero - mesmo!- que concretizes esse teu sonho.

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  3. E porque não começar?
    O inicio de qualquer coisa, é isso mesmo, o Inicio...
    Podes cantar as cações dos outros, podes escrever as palavras dos outros, até abrires completamente as janelas da alma... nessa altura vais escrever as mais bonitas palavras e que irão perdurar

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  4. Deuses! Sou tão, mas tão desafinada, que seria impossível. O texto era para o Neil Hannon, recém saído dos cueiros, que pegou no "The Power Of Love" dos Frankie Goes To Hollywood, que já era uma coisa que não conseguíamos deixar de trautear e a transformou numa coisa que não nos sai da cabeça ;-)

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  5. Deep, pensei sempre que nunca ia gostar tanto do Hannon como no "The Certainty Of Chance" (e no "Guantanamo", por outras razões), mas esta arrumou comigo: como se melhora um clássico? Assim!

    Olha, até hoje, se não conseguir entender as letras, não dou para o peditório. Queres um exemplo? Lembras-te há uns poucos de anos de não poderes ligar o rádio sem apanhares com uma coisa chamada "Human", de uma coisada chamada "The Killers"? Pois ainda estou hoje a tentar perceber o que quer dizer este refrão: «Are we human or are we dancer?/My sign is vital, my hands are cold/And I'm on my knees looking for the answer/Are we human or are we dancer?»

    (nunca ias querer ouvir uma música feita por mim. acredita! :D)

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  6. Antes de mais, bem vinda às Vozes, Canephora.

    Quanto ao que dizes, tens toda a razão. Mas acredita que não tenho intenção alguma de me aventurar na música. Eu nem consigo afinar a guitarra :D

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