Doze anos depois, a história repete-se como uma farsa — ou será como uma costura mal rematada? Em 2014, o escândalo foi o tule estratégico de Dino Alves; umas transparências que puseram a "monarquia" de Belém a benzer-se perante o "atrevimento" da mulher do líder da oposição. O país, esse eterno voyeur de província, quase precisou de sais.
Agora, em 2026, com o marido finalmente sentado no cadeirão da República, a polémica é o inverso: o azul é demasiado pastel, a marca é demasiado estrangeira, a sobriedade é demasiado... sóbria. Passámos do "mostra muito" ao "esconde a economia nacional".
A ironia é deliciosa: quer se vista de femme fatale vanguardista ou de Primeira-Dama exemplar à la Valentino, Margarida Maldonado Freitas continua a ser o barómetro da nossa hipocrisia. Em Portugal, o cargo de Presidente é de Seguro, mas o escrutínio — esse tecido apertado e desconfortável — continua, como sempre, a sobrar para ela.
Juro que não percebi tanta excitação. A senhora veste o que quiser, até estava bastante composta. E quanto ao preço, tão discutido nas redes, se tem para gastar, que os gaste no que bem entender. Cansaço. (as mulheres são sempre o alvo)
ResponderEliminarAs mulheres são sempre o alvo do mesmo tipo de crítica. Não vi ninguém comentar a gravata ou o fato do Seguro. E a treta do "made in Portugal" ou treta dos coitadinhos dos pobrezinhos e do salário mínimo é treta também. E inveja. Muitos dos comentadeiros de serviço só não usam o Valentino porque não podem.
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