Convenhamos: o manguito é poesia geométrica.
Nascido entre o barro e a sátira das Caldas, aquele ângulo reto, o punho cerrado com a paciência já gasta, é o nosso grito de "basta!" — com pedigree artístico e tudo.
A notícia apareceu ontem, em dia dado a fantasias e outras pequenas aldrabices, mas ninguém estranhou demasiado. Faz sentido: este é o único património que todos dominamos, desde o gabinete à obra, sem precisar de candidatura nem parecer técnico.
Num mundo de burocracias cinzentas, o manguito continua a ser a única cor que ainda não foi regulamentada.
É imaterial, sim senhor, mas sente-se bem no fundo da alma.
Toma lá, mundo.
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