2008-11-13

La luna llena sobre Porto

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Desculpem que o telemóvel não dá para mais. Mas a Lua está um espanto!

(Patologista, vai à janela, por favor!!!!)
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Found at bee mp3 search engine

PWDs to the White House!


aqui

«PWDs have a single-layered coat that does not shed, and therefore their presence is tolerated extremely well among many people who suffer from dog allergies. Some call PWDs hypoallergenic dogs»

in, wikipedia


Caro Presidente-eleito Obama, faça as delícias do orgulho luso, sempre tão pronto a maravilhar-se com ninharias. Escolha o cão de água português!

2008-11-12

Hora da carta





Querido Pai Natal,

Já sei que este ano estou atrasada. Podia dizer qualquer coisa tipo "é a crise, estúpido", mas como já fazes greve todos os anos aos meus pedidos, tenho medo que, desta vez, te chateies a sério e nem um par de peúgas encontre no sapatinho.

Eu continuo a ser – juro! – uma menina bem comportada. Eu como a sopa, eu não minto (muito), eu porto-me bem e respeito os mais velhos, eu só insulto taxistas e outros cromos de toda a espécie atrás do volante, mais os árbitros e os futebolistas, bem como, ocasionalmente, os jornalistas e pouco (raramente!) imbecis que têm um blogue e restantes políticos com e sem poleiro. Mas tenho a certeza que se vivesses cá também insultavas!

Ah! E dou sempre um cigarro ao arrumador de carros e digo bom dia e boa tarde e, porque sou pelintra e nem quero pensar em parecer-me com aquela senhora com ar de fedelha que diz que escreve livros, digo sempre "bom-apetite" aos que comigo ainda partilham a hora da refeição.

Já tentei pedir-te gajos de sonho. Não resultou! Este ano, mudei de estratégia e porque a minha mãe é minha e muito minha e gosta da filha, desta vez o pedido do gajo foi logo para ela. Às tantas, tenho o gajo mais garantido do que o par de peúgas, mas como há a tal da crise, não sei que faça com a conta das viagens. Assim como assim, talvez as peúgas façam jeito, que sempre poupo no aquecimento.

O ano passado não quis complicar. Viste como fui linda, Pai Natal? E pedi paciência. Só paciência, Pai Natal! Onde foi que a meteste que não chegou à minha chaminé? Ainda está no cu de Ju… (quer dizer) no nariz do Rudolf?

Este ano, Pai Natal, nem brinques! A crise vai preta! Negríssima! Por isso, Pai Natal, fica lá com os gajos e a paciência e traz-me só uma coisinha: o poder de compra que tinha há dez anos atrás. Vale?

Beijinhos, Pai Natal

Maria Hipátia Ludovina da Silva, uma menina sempre bem comportada.

LOL

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Temos de ser todos católicos, beatos, betinhos, cócós, cónós, conas, vegetarianos, atletas, ex-fumadores e futuros militantes do PS, do PSD e da Opus-Dei?

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O abstido


aqui

Ele abstém-se no assunto da Ministra; ele abstém-se no assunto da Madeira; ele abstém-se sobre o BPN; ele abstém-se de levar cravo nas comemorações do 25 de Abril; ele abstém-se em tudo e mais alguma coisa. Por que razão foi mesmo eleito? O estatuto dos Açores? Mais alguma coisinha?

2008-11-11

Magusto




As castanhas estavam excelentes e o vinho e a jeropiga também eram (demasiado) bons. Amanhã falamos, que agora o meu teclado e o meu ecrã estão desfocados. Um problema técnico qualquer…

2008-11-10

Rolling home

Grunft!


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Mas desde quando é que uma gaja tem culpa de viver num País em que a norma é o cu grande? E quem foi o abençoado que achou que bastava fazer calças só para cus de pêra? E qual foi a alminha que achou que não é preciso fazer vestidos de lã ou camisolões compridos para gajas que têm mamas?

Foda-se! Entre o não gostar de chocolate e não poder ir às compras sem ficar deprimida, gaja que é gaja faz o quê quando lhe apetece espairecer depois de um dia de cão?

2008-11-09

O Muro da Vergonha



Foi a 9 de Novembro de 1989 que o Muro caiu. Terá a minha geração outro dia assim, em que tudo era possível, em que a derrocada de uma parede simbolizava a esperança?

Eu, ingénua, pensei nesse dia que o Futuro tinha mesmo de ser melhor. Não pensei que outros muros eram possíveis, não pensei ver gente esfaimada a praticar o canibalismo para conseguir chegar a esta Europa apenas aparentemente sem muros e a ser de novo recambiada. Não pensei que um dia ia haver um cartão azul que aprisionasse esta Europa dentro das suas paredes. Não pensei que o medo se instalasse ainda.

Naquele dia foi a esperança. Depois veio a realidade. E sei hoje que nunca mais na minha vida vou sentir o mesmo, aquela felicidade sem nexo de quem vive para ver a História acontecer.

Kristallnacht


© Aaron Morgan

Foi há 70 anos.

k7


aqui

Quando os professores se livrarem do gajo do bigodinho e da sua cassete riscada, eu talvez lhes volte a prestar atenção. E a dar alguma credibilidade às suas reivindicações.

2008-11-08

Shylock


aqui

«I am a Jew. Hath not a Jew eyes? Hath not a Jew hands, organs, dimensions, senses, affections, passions; fed with the same food, hurt with the same weapons, subject to the same diseases, heal'd by the same means, warm'd and cool'd by the same winter and summer, as a Christian is? If you prick us, do we not bleed? If you tickle us, do we not laugh? If you poison us, do we not die? And if you wrong us, do we not revenge? If we are like you in the rest, we will resemble you in that.»

William Shakespeare, The Merchant Of Venice, Act 3, scene 1, 58–68


Aqui há uns tempos, o Frogas interrogava-se numa das caixas de comentários da Voz sobre a ausência maioritária de outros que não homens brancos na política portuguesa. Ontem, ao assistir ao discurso de Shylock na versão de Ricardo Pais de "O Mercador de Veneza" (Teatro Nacional S. João), foi disso que me lembrei: de tal povo de brandos costumes que nunca fomos, que dizimou, ostracizou e se impôs a todos os que lhe eram diferentes: judeus, negros, ciganos, índios, asiáticos… E como no País cada vez mais multicultural, o "outro" é cada vez mais "outro". Agora, pode até ser um caucasiano, loiro e de olho azul, mas como é ucraniano só serve para trabalhar nas obras, num certo discurso melífluo e aparentemente inócuo. E eu aqui do meu Norte, tão longe da sociedade bem mais colorida da capital onde todas as cores e sotaques se vêem na rua a qualquer momento, penso como o Frogas talvez esteja certo e como estamos ainda longe de dar espaço representativo a todos. Como se sangrássemos de maneira diferente. Como se odiássemos de maneira diferente. Como se até a vingança procurássemos de maneira diferente.

História

«O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.»

Willian George Ward


Ainda não tinha falado das eleições ganhas por Obama. Neste momento, já não há nada a dizer que outros não tenham dito e bem melhor; mas quero deixar ficar aqui na Voz este discurso.

2008-11-06

2008-11-05

Grunft!


aqui


A imagem que tinha a enfeitar o blogue desapareceu. Já procurei por todo o lado e a bichinha foi-se de vez, substituída - como é comum acontecer - por uma página parasita que não tem nada a ver com o que estava lá antes.

Daí que a Voz esteja em obras. Para já, fica assim tristinha e escura, que foi o melhor que se arranjou. E quem perceber mais disto que eu e tenha uma imagem bonita com qualquer coisa a ver com "uma voz na fuga cósmica" - que foi onde me inspirei para o nome do blogue e é o título de um dos capítulos do "Cosmos" de Carl Sagan - que seja simpático e a faça chegar à caixa de correio ali ao lado.

No entretanto, estou amuada. E triste. E até o blogue parece estar de luto. Snif!

2008-11-04

01


aqui


Já uma vez escrevi – acho que só uma, pelo menos – sobre o que penso destes arremedos de paixão baseados na linguagem binária, neste tipo de romance com um ecrã de permeio e talvez um telecomando para fazer on e off ao sabor das conveniências, nesta forma aparentemente fácil com que se constroem e desconstroem paixões em caixas de comentários, em textos a chamar ao pulo da cueca, em e-mails cheios de ilusórias boas intenções e ainda mais belos sentimentos, nos telefonemas sussurrados em jeito de segredo e, provavelmente, em segredo demasiadas vezes. E eu, que já ando por aqui há demasiado tempo, que já me cruzei com a minha quota-parte de dogs disfarçados, mantenho um cinismo militante e uma descrença conservadora.

Depois, encontro um nome de um
blogue e acho a possibilidade fascinante. Será realmente possível fazer um tratado, ou sequer escrever um relato tão feiticeiro como o do livro onde o autor obviamente se inspirou?

Talvez eu esteja já demasiado cansada, ou demasiado velha, ou demasiado descrente para achar que o amor é fácil, tão fácil como abrir um blogue e povoa-lo de palavras e links. Talvez eu não acredite que bastam cliques ou pageviews, ou demasiadas palavras. Ou talvez me seja já só possível querer e compreender o amor naquele lugar distante onde se dilui a completude da palavra, povoado apenas pelos silêncios cúmplices. E esse lugar mágico nunca o encontro – nem quero encontrar – num recanto da net cheio de 0 e de 1 e de vazio.

Ora batatas!

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«Na reunião com os deputados do PSD, Maria José Nogueira Pinto manifestou-se contra o complemento solidário para os idosos. "Dar aos idosos 80 euros é um ultraje e um insulto porque eles, diabéticos, vão beber cerveja e comer doces e serão roubados pelos filhos", afirmou»

in, Jornal de Notícias


Sugiro a Maria José Nogueira Pinto o mesmo remédio que recomendei ao Presidente da ANPMES, mas fazendo as contas a 80 euros por mês. A ver se ainda lhe sobrava corpinho…



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(Haja paciência! Entre a Palin lá nos States, a MFL e agora esta, será que as gajas tiraram o mês para envergonharem o género à conta de ditos parvos?)