2009-10-24
(des)culpa
we're in this together, like sons of Cain
now tell me which way's best left not left for the blame
2009-10-23
Comer com os olhos
aqui
2009-10-22
Da fé
aqui
2009-10-21
2009-10-20
Espartilhos
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Depois há o lado oposto, de gente tão gorda, mas tão gorda, que nem de banda gástrica lá vai. Gente que sabe que está gorda, demasiado gorda e, ainda assim, continua a comer, a não fazer exercício. E continuam a comer muitas vezes porque é na comida – especialmente nos açúcares – que encontram o estímulo que as leva, o refúgio que lhes apazigua a alma quando chegam a já nem se poder mexer e a auto-estima há muito que partiu de abalada. E, mais uma vez, entramos em casos patológicos.
No meio-termo, vivem todos os outros. E, se é certo que em terra de gordos, quem for magro é rei, também é certo que há um bombardear constante de mensagens e de imagens que nos tentam enfiar num qualquer rebanho. Hoje em dia, o rebanho dos magros por lipoaspiração ou redesenhados nos spas da moda.
Sabermo-nos diferentes e especiais dentro da nossa normalidade, sem necessidade de nos mascararmos ou escondermos atrás dos objectos que a publicidade sempre presente nos quer impor como ideal de vida, torna-nos subversivos: o rebanho é sempre bem mais fácil de conter dentro do redil.
2009-10-19
Infalível
in Público
O melhor peixe
«Com crise ou sem crise, política, social ou económica, os chefes de Estado estiveram sempre acima dos humores dos portugueses. Aníbal Cavaco Silva acaba de abrir um precedente: é possível um presidente sair mal na fotografia. (...)
Apenas 35,5% do universo de respostas considera que o Presidente esteve bem, contra ainda 15,9% que diz assim-assim. Esta avaliação é ainda mais relevante quando se pediu aos portugueses que dessem uma nota de 0 a 20 de avaliação da actuação de Cavaco Silva em Outubro. O presidente recebeu um chumbo: 9,6! Nunca Cavaco Silva tinha descido do bom (14,5 foi a sua nota mais baixa, em Outubro de há um ano).»
in Jornal de Negócios
Coisas de andar a leste
aqui
Ao ler os outros, às vezes sinto que quase sei como falam. Imagino até os sorrisos, ou os esgares. E às vezes apetecia-me ouvir cada uma das palavras que apenas leio. Como se suspeitasse que há mais, muito mais, por trás de uma qualquer palavra silenciosa que a minha imaginação veste da entoação possível. Mas, noutros dias, prefiro nem sequer conhecê-los, vendo-os tresloucados com ninharias, marrando contra o supérfluo, perdendo a razão. E é fácil perder a razão. Demasiado fácil. Todos somos irreflectidamente contagiados por argumentos sem sentido e causas de melindre cru e desusado.
2009-10-15
Blog Action Day 2009 – Mudanças Climáticas
«estamos em perigo, e o inimigo, podemos finalmente apreendê-lo hoje, não é outro senão nós próprios.»
Edgar Morin
Se não conseguir implementar padrões de sustentabilidade, o Homem enfrenta a total destruição do Mundo tal como o conhece, sendo que a vida continuará provavelmente mesmo sem o Homem, mas o a Humanidade não será capaz de sobreviver se continuar a sobrepor-se e impor-se à Natureza, em lugar de procurar e implementar uma estratégia simbiótica, a única que, afinal, poderia parecer "apenas" natural.
E o futuro do nosso Planeta passa, cada vez mais, pela necessidade de envolver o homem comum, aquele que não decide nem legisla, não manda nem desmanda, na causa urgente de proteger a nossa Terra, a única que ainda sabemos como casulo possível para que, no futuro, a civilização (no seu sentido de continuação da história humana) tenha espaço e, acima de tudo, existência assegurada.
É que, no limite, a minha vida e a vida deste Planeta são a mesma coisa, o mesmo ar, o mesmo solo, a mesma água. E eu tenho um acto ainda por fazer, um hábito ainda por contrariar, um empenho soçobrante nesta que devia ser a escolha mais decisiva que alguma vez me será colocada: fazer a minha parte para proteger a biosfera; contrariar as mudanças climáticas e as suas consequências sobre o ambiente em geral e a vida humana em particular; pedir que os homens e as mulheres que a partilham comigo este momento decisivo da nossa história colectiva façam, também, a parte que lhes cabe. Só assim conseguiremos derrotar esse tal inimigo de que fala Morin.
E é no limite do meu eu egoísta, que me faz querer ser parte da solução para que as consequências não me sejam impostas, que aderi ao Blog Action Day de 2009.
2009-10-14
Zangou-se mas está disposta(o) a reconsiderar?
Li que a Malásia oferece segunda lua de mel para casais à beira do divórcio (Será que aceitam tugas?)
Nem tudo está perdido para os casais à beira do divórcio na Malásia. O governo do estado de Terengganu, no Norte do país asiático, está a oferecer uma segunda lua de mel para salvar casamentos.
Fonte: Globo
2009-10-12
2009-10-11
Eu fui votar... de bicicleta
Do voto
aqui
Desta vez, fui votar com os meus pais e a minha irmã. Desta vez, parecia estar mais gente, mas talvez fosse da hora, bem depois do almoço, quando já se tomou até o café e o digestivo. E a minha irmã lembrou-nos de uma história antiga, que é impossível não partilhar. Há muitos anos atrás, uma empregada lá de casa contou a sua aventura eleitoral. E lembrem-se que, há muitos anos, havia pouca prática no voto e menos conhecimento ainda das suas regras. Pois essa empregada – senhora que apenas saberia assinar o nome, quando muito – foi votar com aquele zelo de quem tem a certeza que conta, já que não contou para nada demasiados anos. E lá explicava no dia seguinte que tinha feito uma cruzinha muito bem feitinha no seu candidato. No outro, naquele de quem não gostava, fez um lindo e muito bem feitinho bigode.
(hoje apetecia-me ter feito uns bigodes ao Valentim)