2026-02-02

Tempestade Kristin


Portugal acordou sob o açoite de Kristin e a tempestade não veio para brincadeiras. Ventos furiosos arrancaram telhados, árvores tombaram como dominós e o mar revelou a sua face mais brutal contra a costa. As imagens que percorrem as redes sociais e as muitas, quase excessivas, reportagens nas TVs, são um retrato cru da nossa vulnerabilidade: carros esmagados, ruas transformadas em rios, famílias desalojadas. Mortos. E esta tempestade expôs, mais uma vez, que vivemos numa ilusão de controlo. Construímos, pavimentamos, ignoramos alertas climáticos - e depois espantamo-nos quando a natureza cobra a fatura. Não se trata apenas de "mau tempo". É o prenúncio de um futuro onde eventos extremos serão a norma, não a exceção. Resta perguntar: quantas Kristins serão necessárias até aprendermos a lição?

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