2011-11-15

Calimera


Estou doente. Sem voz outra vez. Dói-me a garganta. Parece que um tractor me passou por cima. Estou tão infeliz!!!

2011-11-09

Humm...



 «Rise up and take the power back/ it's time that the fat cats had a heart attack» 

Um dia destes? É isto, Manel?

2011-11-08

Em casa onde não há pão...

«Les hommes n'acceptent le changement que dans la nécessité et ils ne voient la nécessité que dans la crise» 

Jean Monnet

A crise na Europa apresenta-se como a crise de sempre: quando a fartura se esvai, o mito e o desígnio sonhado da supra-cidadania são subjugados a ditames e medos velhos, rivalidades comezinhas, tudo envolvido numa bela imagem economicista e legalista e liberal. Mas um dia destes fica provado que os alicerces são tudo menos sólidos quando falta a lente de aumento da bonança. E tenho medo que ainda seja só o princípio e que quem anda a puxar os cordelinhos desta merda toda ainda não tenha percebido que a necessidade vai sair à rua, porque há um limite de tolerância para todos os sacrifícios.

2011-11-03

Zé Povinha



Tenho encargos e, à conta delas, acabo prostituída ao horário fixo e aos desmandos de uns quantos. Era fácil ter ideais antes de ter contas para pagar. Agora resigno-me, como todos, agrilhoada à necessidade de garantir o vil (e escasso) metal que me paga a casa, põe comida na mesa, luz, água, gás, televisão, internet, gasolina e todas as tretas onde, por mais que tente, parece sempre impossível poupar. Conformada? Nunca! Mas manietada sim. Porque há coisas que não me posso dar ao luxo, infelizmente, por mais que - tantas vezes, em tantos dias - me apeteça mandar tudo para trás das costas, mandar uns quantos para o caralho e fazer de conta que sou livre. E é por isso que ranjo os dentes, escrevo um post e, amanhã, bem cedo, estarei a bulir outra vez, à espera que a semana passe depressa e que, no fim do mês, continue a chegar algum. Sinto-me uma marioneta e há muito que já nem distingo os bonecreiros. São já quase uma entidade abstracta, que me levam cada vez mais e mais dinheiro e nem adianta culpar um apenas (o Estado, o Banco...) que aparece logo outro para me tentar enrabar mais um bocadinho.

2011-10-31

"Okupa" qualquer coisa

Cada vez percebo menos os "brandos costumes" e me pergunto até quando para aparecer alguém que "ocupe" alguma coisa por cá. Sei lá... que tal a AEP ali para os lados de Santa Maria da Feira?

2011-10-30

Social-Democracia

aqui


Três décadas depois, estando o homem há muito convertido em mito, não deixa ainda assim de ser evidente o longe que estamos dos tempos e dos valores fundadores. Ninguém sabe o que se teria passado se tivesse tido mais do que os magros 11 meses em que esteve à frente do Governo; ou sequer o que teria acontecido após a derrota do seu candidato à Presidência da República. Mas isso pouco importa quando se trata de mitos e pais fundadores. Só seria de esperar hoje que tantos que se reclamam seus herdeiros dignificassem a figura com atitudes menos patéticas e projectos menos vazios e decisões virulentamente anti-sociais. Sá Carneiro terá sido muita coisa. Mas nunca foi pateta. Nem vazio. Muito menos um liberal sem memória de onde, por entre ideias vagas e retóricas, se fundamentou sempre a social-democracia.


(quase um repost)

2011-10-25

Ah!

Blown away, blown away and waiting
Blown away and waiting on a fair wind
Sweeping through my window

Will you move me like you did once more?

Blown away, I'm blown away
Feeling everything, with you
Blown away, blown away and waiting
Blown away and waiting on...

I'm blown away, yet you're always with me still
You can say what you will now, but it's wrong
Is the love I give just a trinket to you?
Kept with all your playthings, and dreams that were new
Somewhere in a dream life that never comes true

If we can't dream it up again then what do we do?

2011-10-19

hmm...


Esperemos que aproveitem para estabelecer limites para essas subsvenções que funcionem realmente e que até o AJJ seja obrigado a pagar e que seja aplicada a medida com carácter geral e não só para as novas subvenções a atribuir. O mal está, muitas vezes, naquelas que já existem. Interessante ver que o Mira Amaral foi logo um dos primeiros a acusar o toque...

2011-10-11

Coisas que não percebo

???by Charles Chan


Mas é que não percebo mesmo! Não bastava arranjarem um mecanismo tipo o que se aplica às garantias - deixa de correr o tempo enquanto está em reparação o objecto garantido - e aplicá-lo às prescrições? Assim, cada vez que um advogado manhoso tentasse fazer dos recursos supérfluos os melhores amigos da defesa, o tempo para a prescrição estava parado até ao fim do ou dos ditos recursos. No fim do passo de lesma que é a justiça portuguesa, continuávamos a ter uma condenação ou uma absolvição, em lugar de crimes prescritos de que já ninguém pode ser culpado. Era, não era? E ficávamos todos contentes - menos os mafiosos e os caloteiros e alguns advogados habituados a engonhar - garantindo-se uma justiça com direito a recursos, mas sem os filmes do costume.