2009-04-30

O Mundo (im)perfeito

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«os textos que aqui publiquei pertencem-me inteiramente do ponto de vista legal e não tolero que sejam usados para fins que considero moralmente questionáveis.»
Isabela


Aqui há tempos, a propósito de uma infeliz situação de plágio, disseram-me (acho que foi a Catarina) que os nossos textos nunca voltam a saber ao mesmo. Esforcei-me – tenho-me esforçado – para não deixar que isso me aconteça e talvez por isso ando a repescar alguns textos antigos para a primeira página. Mas não tem chegado e, para além do esforço consciente para não me deixar abalar pela sacanice alheia, o certo é que ando bem menos fluente na escrita desde aquele momento.

E nem é tanto pelo plágio em si, mesmo que também seja. Tal como disse na altura, a licença autoral que subscrevi até é a mais ligeira, a que menos restrições impõe a quem quiser usar as palavras que, ao longo destes quase cinco anos, foram sendo esparramadas pelo Voz em Fuga.

O maior dano veio da devassa, com origem no tipo de texto plagiado. Não vieram cá buscar textos sobre política, economia, qualquer fait-divers da actualidade. Vieram buscar textos onde o que estava exposto eram sentimentos e vivências pessoais. Por mais que já tudo tenha sido dito e redito, aquela era a minha forma de dizer, a minha experiência, o meu feitio. E, quando isso acontece (mesmo que há distância de anos aqueles até nos pareçam hoje textos infinitamente pobres e inacabados), é realmente a apropriação da nossa intimidade o que mais nos afecta e agride. A pulhice do plágio é também insidiosa por isso, por ser mais do que roubo, por ser uma invasão.


Na altura em que essa historieta aconteceu, retive sobretudo a experiência maravilhosa da solidariedade. Tinha sido verdadeiramente mais difícil de aguentar se não tivesse havido tanta gente a chegar com um comentário, uma palavra de força, até visibilidade em sítio alheio, sobre o que estava a acontecer. E, por isso mesmo, neste post faço um parêntesis para voltar a agradecer cada palavra a todos os que vieram compartilhar a minha indignação. Soube bem e ajudou, meus amigos!

Quando detectei textos meus plagiados, a Isabela tinha sofrido o mesmo abuso no mesmo sítio: cópia integral, sem referência à fonte e autoria, de textos que eram íntimos e, por isso mesmo, haviam sido profundamente devassados. A lei reconhece e pune o plágio – mesmo num mundo difuso como é este dos blogues – e, nesse sentido, era profundamente evidente a malfeitoria de que havíamos sido alvos. Perante a exposição que foi dada ao tema, o blogue plagiador desapareceu e a Isabela e eu continuamos. Mas agora O Mundo Perfeito fechou.

A Isabela fechou o blogue porque foi alvo de um tipo de abuso ainda mais destrutivo do que o plágio. Foi citada (sem autorização, é certo, mas com referências à autoria suficientes para que o plágio nunca pudesse ser invocado) por um sítio de extrema-direita, misógino, racista e reaccionário (não faço o link; há coisas que também é nosso direito não divulgar) que pegou nos seus textos – profundamente pessoais, concordasse-se ou não com eles – sobre o Mundo Colonial tal como a Isabela o viveu e percepcionou enquanto participante activa, os descontextualizou e os (ab)usou para defender uma ideologia que não é, de forma alguma, a ideologia política da Isabela.

E, neste mundinho pequeno de blogues e de inter-referência entre pares cada vez mais limitado, quase todos os que se escandalizam por tudo e por nada reservaram à Isabela muito menos revolta, indignação e exposição do que um caso como o dela realmente merecia. Isso, visto deste canto perdido e esquecido (que também chega atrasado ao assunto), do blogue marginal (assim o quis e quero) que sempre se recusou a sair da margem, é percepcionado como uma verdadeira filha da putice. Onde está a indignação que cresce sempre tão lesta quando o assunto remete para os conhecidos de sempre? Os comentadores do costume – os que vão sobrando, pelo menos – têm agendas evidentes e a Isabela não faz parte delas. E a blogosfera é, cada vez mais, coutada privada de muito poucos e de interesses ainda mais limitados.

Um blogue como o Voz em Fuga não representará nada, a minha indignação ficará aqui para muito poucos a lerem. É certo que é culpa minha, que a marginalidade tem sempre consequências. Mas não consigo evitar lembrar que quando cá cheguei, ou no ano anterior, ou até no ano seguinte, um tema destes tinha dado a volta três vezes a uma blogosfera indignada. Hoje, nem merece um rodapé. E o mundo perfeito acabou. Acabou mesmo!

Apetece-me ficcionar... me!

Sento-me no velho sofá. O portátil ao colo. Passo as mãos pelos cabelos. Brancos. Só alguns. Inspiro fundo e faço música com o teclado. Componho uma história, dou-me uma vida, um nome, problemas, alegrias, irritações, satisfações. Sou uma mulher completa na pauta da vida. Completamente.

Os meus dedos mexem-se com a mestria de um pianista. Palavras jorram-me das entranhas. Crio-me. E recrio... me. Sou fabulosa.

Não há espaço, nem tempo. As minhas mãos recebem a informação do meu cérebro a uma velocidade estonteante. Têm de o acompanhar na criação. Nada pode ficar esquecido.
Há um fluir de ideias, um florescer da mente. Se parar, morro. Se morrer não existo. Se não existir é porque não criei, não floresci, não entrei na Primavera.
Então não paro... Deixo-me acontecer!

2009-04-28

Num campo qualquer



Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho
num campo qualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.



Que os jovens de hoje gozem Abril sem lembrarem os factos que fizeram Abril 1974 (e Novembro de 1975, já agora), ou desconheçam os seus pormenores, não me faz realmente espécie, mesmo quando protesto e digo que sim. É que mesmo quando abro a boca de espanto e quase não compreendo a leviandade com que o dia é tratado em alguns sítios – como conta, por exemplo a I., a contas com a (des)educação da sobrinha –, também é certo que percebo que é bem melhor desta forma, quando a liberdade já não é fardo, palavra forjada em luta, antes uma realidade que já nem precisa ser decomposta nas suas partes e está simplesmente assumida e interiorizada como a única realidade possível.

Os jovens convivem com a liberdade à sua maneira, não conheceram mais nada. Para muitos, os próprios pais também já só têm memórias infantis de como era antes e Abril foi demasiado abusado pelo politiquês para que não esteja já exausto para a nova geração que, cada vez mais, vira as costas à política e ao articulado que a política à moda da casa tenta preservar como seu, tipo tentáculo poderoso e desvirtuador da relação política-poder.

E assusta-me a forma como a minha geração desbaratou o que lhe foi dado, a forma como se demitiu dos seus deveres, a forma como apenas pensa que só tem direitos, que tudo é seu para ser franqueado de par em par, sem esforço, sem responsabilidade. Esta minha geração – e acho que já todos sabem que tenho em fraca conta esta primeira geração de Abril, a tal que se fez doutora de coisa nenhuma e especialista em pouco mais – está a educar os filhos para além da memória e da iconografia, está a viver ela mesma na aparência sem ícone, no desenho já sem significado, no presente sem memoração, para além da vidinha de aparências e contas e passeios dominicais pelos centros comerciais.

Só espero realmente que os jovens que esta minha geração pariu ou ainda vai parir saibam encontrar o caminho de regresso à polis. Espero sinceramente que a próxima geração – a tal que já goza Abril como um feriado simpático e nem memórias infantis tem de como era e como foi –, seja a geração que vai deixar a corda esticar ao seu limite e depois rebentar. Não sei se vão sair à rua. Mas talvez saiam. E talvez sejam eles a mandarem toda esta comandita para a rua. Ou para o Brasil, com paragem pelas ilhas.

E talvez ai Abril regresse pleno quando os jovens que hoje já nem sabem bem o que foi Abril se transformarem no povo novo, herdeiro dos avós e bisavós que cantaram as portas que Abril abriu e saíram à rua quando foi preciso, depois de muita corda, depois da corda rebentar. Ficará então a minha geração de parêntesis, a geração que teve tudo para ser e não soube ser nada, excepto a geração que transformou os pobrezinhos mas respeitados em endividados sem respeito nenhum.

Aos jovens bem jovens de hoje pertence o amanhã: os cravos já não terão cheiro, as canções revolucionários o mesmo apelo que os hinos fascistas de antanho, os símbolos ficarão escondidos sob pó e teias de aranha. Mas, por não lhes ser mais exigido que cumpram Abril, talvez finalmente Abril seja cumprido.

2009-04-27

Ai Abril, Abril...

Pronto, confesso, na altura da Revolução eu não estava por cá, o que é decerto muito revolucionário (isto se não contarmos o facto de que só viria ao mundo 3 anitos depois). Mais, nem sei por onde andavam os meus queridos papás... Sou do piorio, não sou?

(Sorry,
Hip, o teu post e o nosso "diálogo" na caixa de comentários inspirou-me este... este... esta coisa... este post!)

E para que não se fique a perder tudo com esta minha (des)interessante intervenção deixo-vos esta pérola de sabedoria:
Em Abril águas mil.

Gizo-me


aqui


Começo num traço. Num ponto. Dois pontos. Mais um traço, sai sorriso; ou nem isso. Gizo-me de novo. Mais uns traços, uns pontos. A preto e branco, ou colorido. Verde azulado talvez. Fundo cor de noite. Mais dois pontos, traço, ponto e vírgula, pisco. Pisco-me. Um olho. Outro olho. Mais um traço, outro sorriso. Pontuo-me. Quase eu, em pequenos traços e pontos. Quase eu hoje. Quase em código Morse:

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está


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O Google hoje fez-me lembrar este post que já escrevi há uns tempitos

2009-04-26

'Naquele' Abril


aqui

A Cristina quer saber onde estava eu na véspera da Revolução. E como a Cristina pergunta, eu respondo. E aviso já que quero que a Maria Árvore, o Cap, a Deep, a I., a Emiele, o Carlos, o Bartolomeu e a Fabulosa (desconvocada por falta de comparência) me contem também.

Ora bem, acho que já não sou a primeira a admiti-lo, mas não faço mesmo ideia do que fiz no dia 24/04/74. Sei, pelo menos, onde devia estar: em casa. A minha irmã tinha nascido há um mês, a minha mãe estava de licença, a minha avó tinha ido ajudar. E eu, nos meus três anos feitos quatro dias antes da minha irmã nascer, estava confinada à casa do recém-nascido e às pancas de fedelha que tinha deixado de ser filha única. Do dia 25 já me lembro. Mas não tenho memórias gloriosas: lembro apenas que queria ver os "Mikis" (desenhos animados) e só dava a mira técnica e música. É uma pobre lembrança de um dia em que sei que o meu pai telefonou para casa a avisar que estava um carro de guerra em frente à Câmara do Porto e a minha mãe telefonou para o emprego, que por acaso era para o Exército, e o amigo que a atendeu a tratou como a uma desconhecida qualquer. A partir dai, a família mobilizou-se: o meu avô, de pé partido, foi ao Banco levantar todo o dinheiro – que ninguém sabia o que ia acontecer – e tratou-se de abastecer as despensas. Também se distribuíram as espingardas de caça pela família. Depois, voltou tudo à normalidade e eu tinha outra vez desenhos animados. A festa a sério, aquela que foi vivida realmente como consagração, aconteceu mais tarde, no 1º de Maio. Disso, lembro lindamente um mar de gente e a felicidade profunda nos olhos do meu pai e do meu avô. Quase tanto como se afinal ainda estivesse a acontecer um outro parto na família, um que tinha demorado demasiado tempo a acontecer.

Eu gosto dos Eus d'Ela

Do paradinho há uns tempos... egotismo

2009-04-24

Salazar


aqui

Luz recortada nesta manhã fria
Muros e portões chave após chave
O meu amor por ti é fundo e grave
Confirmado nas grades deste dia


Sophia de Mello Breyner Andresen - Caxias 68



Deram-lhe nome de largo e acho bem. Que se pise aquela calçada com vontade. E que haja cães a cagar-lhe os cantos. E que por lá, em algum dia, alguém continue a lembrar que existiu. Que foi. Que até tem nome de largo. Para que a memória não enfraqueça e os cães não deixem de lhe cagar em cima. E as gentes de lhe calcar a calçada. E que fique lá o nome, já só memória, para que apenas memória sobre. Antes isso do que fazer de conta que não foi e aproveitar o tempo para lavar a História. Ou abusar, agora que já tanto tempo passou, de palavras que definham nos sentidos. Como o tanto que se grita por censura e por fascismo, hoje que não há grilhões nem algemas e até há um largo.

Ainda falarei sobre isto... acho :)




2009-04-23

O vagabundo



Um bigode pequenino, um casaco apertado, umas calças largas, uns sapatos enormes, uma cartola estafada. Um olhar cândido e um sorriso. Um corpo franzino. Ai está: the tramp. Silencioso, sempre silencioso. Tão silencioso que recusou o avanço do sonoro durante mais de uma década. À sua volta, todos falavam já. Mas o pequeno vagabundo, o mais pobre dos pobres, não enchia os seus filmes com o som das palavras. Enchia-os de música. Música belíssima, para enquadrar cada sentimento com a expressão magnífica que não necessita de tradução. Tão grande a emoção que se lê na ligeireza dos corpos, na profundidade dos olhos, na gentileza de um perfil. The tramp. Charlie.

Charlie Chaplin apresenta-nos uma das primeiras vozes discordantes sobre as venturas do progresso. O pequeno espezinhado que nem um cigarro pode fumar sem que, em grande écran, lhe surja a imagem do patrão, qual Big Brother, remetendo-o de volta para o seu trabalho de rotina, a prisão dos gestos repetidos até se transformarem em reflexos espasmódicos, uma doença. E os ricos ficam mais ricos e o pobre vagabundo, rodeado de muitos pobres vagabundos de uma época de recessão, enfrenta a miséria maquinizada. Um senhor, tão grande que enfrenta a fome e a prisão, que se enfrenta a ele mesmo no ring de boxe, numa coreografia de murros contra o destino. O destino da pobreza ao toque do gongo. Não por ele: para arranjar dinheiro para a sua amada. No fim ela vê. E vê-o a ele, ainda que, mais do que os olhos, seja o toque da pele que reconhece, enquanto olha para aqueles imensos olhos cheios de pena, de dor e de esperança. Em silêncio ainda. E a música por trás. O vagabundo que parte sempre a caminho do destino, com uma bengalada no ar. Mais vagabundo hoje do que nunca, comendo atacadores para mitigar a fome, sem perder a esperança num novo dia.

O bigode. O pequeno bigode que abandonou depois de muitos anos. Matou-o com o som, levou-o apenas para um filme ainda, numa caricatura visionária ao que vozes endoidecidas do outro lado do Atlântico prometiam ser a redenção da raça. Será que Hitler alguma vez viu "O Grande Ditador"? Será que se reconheceu no ridículo da figura embigodada que dança aos pontapés ao mundo?

E os olhos. Grandes, aguados, cheios de ironia. Mas também cheios de uma vontade de pôr no celulóide o melhor de si: a criança que sobreviveu à fome, mas que não soube sobreviver à abundância, transporta para o mundo dos sonhos a esperança que perdeu algures. Os olhos estão lá ainda. A preto e branco. Claros, esclarecidos, cheios de fome por um mundo que não compreende ou, talvez, compreenda bem demais. Ficam em close-up, encarando o seu amor, ao som de música. Bela música. Música iluminada que nos enche de promessas de um dia, um qualquer dia, que será melhor.


aqui


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repost

2009-04-22

(...)



Sou uma pedante de merda! Ou então estou tão habituada a que, à minha volta, toda a gente ouça música que acho uma merda que, depois, acabo a meter a violinha ao saco nas alturas mais espantosas. Foi o que me aconteceu na garagem onde fui pôr o carro a lavar e aspirar. Quando regressei, o bichinho estrebuchava por todo lado com o volume do toca-a-toca – que tenho a certeza que deixei sintonizado na TSF – ao máximo, enquanto o empregado puxava o lustro aos vidros ao som de Nick Cave. Era um rapaz novo ainda – vinte e poucos, talvez – e faltavam-lhe dois dentes. Se o visse noutra altura e noutro sítio, mais as suas bochechas coraditas e rechonchudas, acho que o meu pedantismo ia fazer com que achasse que é o tipo de pessoa que gosta para ai de João Pedro Pais e Mónica Cintra. E afinal vai-se a ver… É! Sou mesmo snobe. Bem mais do que gostaria de admitir.

2009-04-21

O que é um blog Roxie?

Pois é, parece que a menina Adoa é uma grande fã das vozes do Voz em Fuga, pois dá-nos dois de seguida (passe a expressão, ehehe!). Primeiro diz que aqui há jovens que pensam e agora que o blog é Roxie, como se pode ver:Só há um pequeniiiito problema... Que coisa é essa de se ser um blogue Roxie? Hum? É algo fabulástico, de certeza, ou ela (que nos adora) não nos teria pedido para subir ao palco para fazer o discurso da vitória de o ter ganho.

Adiante. A regra número 3 pede para escrever 5 coisas que são ROXIE:
a) Sobre música;
b) Televisão e cinema;
c) Três países que sonha em conhecer;
d) Três cores favoritas;
e) Três hobbies.

Ora bem... Como não sei o que são coisas Roxie vou só dizer coisitas de que gosto, ok?
a) O grupo Roxie Music é certamente Roxie, só pode! Mais: os Deolinda e o Sérgio Godinho também são "Roxie coisas" de que gosto.
b) As séries Anatomia de Grey, Fringe, e Os Simpsons (sim, continuo a ver).
c) Índia, Inglaterra e, não sendo um país, Jerusalém.
d) Branco. Preto. Vermelho. (Mas a minha preferida é o Azul)
e) Ler. Ler livros, entenda-se. Netar e Blogar. E dar uns clicks por aí, de máquina fotográfica em punho.


Ah! E hoje não me apetece... não divido com ninguém, fico com tudo aqui para o Voz. Sou má. Egoísta. Sou terrível. E preguiçosa.

2009-04-20

Vergonha!

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«Mataram o meu sogro por incompetência e incúria para além de outros maus tratos que lhe infligiram que nem vale a pena relatar. O meu sogro entrou na maca dos bombeiros no Hospital Garcia de Orta em Almada com uma perna partida e saiu na urna de uma agência funerária, oito dias depois, sem sequer lhe terem feito a intervenção que deviam.»

PreDatado



Porque há coisas que não podem ficar caladas!

Até ao filtro


Found at bee mp3 search engine


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(Pois fui ao dentista e não sinto meia cara; os cigarros também não sabem a nada. Seria veneno o que me enfiaram disfarçado de anestesia?)

Doenças, 0 - Bichitos, 1

Numa conversa que começou sobre a dorzinha mensal...

Ela disse:
- Nunca tive nada: varicela, sarampo, papeira... Nada!
E eu:
- Sortuda, eu tive tudo.
Ela volta à carga:
- Nem piolhos. A única coisa que tive foi pulgas... "apanhei-as" a trabalhar!

Gargalhadas minhas. Muitas. E o ar sério dela a dizer aquilo então, impagável.

Um


aqui

Gosto duma certa ideia de unidade que nunca construo senão do dois. Talvez a possível, a tentada no sopro do primeiro beijo. Há, naqueles instantes tacteados, uma procura – e um achamento - de parte de nós que nem sabíamos perdida.

2009-04-19

Vocês sabiam que hoje...

... é o Dia Nacional do Motociclista? Pois, eu também não. Nem sabia que o Motociclista era assim tão importante para lhe ser dedicado um dia. Mas como cada dia do ano tem o seu santo padroeiro, tudo é possível. Aliás, segundo li na notícia, o Padroeiro dos Motociclistas é S. Rafael...
E está tudo dito, claro está.

* imagem do "Região Sul"