2017-11-02

Catalunha - parte dois

Continuo sem saber muito bem os que vos dizer, Catalunha. Tirando a observação óbvia que Mariano Rajoy é um idiota, que o governo que o sustenta tem demasiados tiques autoritários e que vão acabar na História como incompetentes. Ou que visto daqui havia uma óbvia falta de vontade de diálogo construtivo da parte da  Generalitat, que bateu o pé e foi incapaz de encontrar outro rumo, não tendo também demonstrado grande inteligência ao deixar-se encostar à parede.

Mas há algo de profundamente errado quando, em 2017, numa suposta democracia, se derruba um governo democraticamente eleito e se enfia os seus membros na prisão com acusações de sediçao.

E não entendo: um governos central intervém porque não gosta do resultado dos votos num referendo, mas depois quer eleições? E se não gostar do resultado dessas eleições? Vai manipular o resultado ou meter todos os independentistas catalães na prisão?

Nunca estive convencida de que a independência fosse a melhor solução, quer para a Catalunha, quer para Espanha. Mas também não pensei que se chegasse ao extremo de ver presos políticos numa democracia moderna...

É! Continuo sem saber o que vos dizer.

2017-09-23

Catalunha

Não sei que vos diga, Catalunha. Eu, aqui neste canto que cerrou trincheiras e só durante 60 anos se deixou subjugar.
Mas sei que a violência gera violência e a violência de Estado faz do pacifista um revolucionário.
Cá do meu cantinho, gosto de imaginar uma Espanha unida, mas entendo a necessidade de emancipação.
Não vos conheço todas as razões, nem para dizerem sim, nem para dizerem não.
Reconheço-vos, no entanto, o direito a dizer, a votar, que assim se vive em democracia. Mesmo e especialmente se depois vos disserem que o vosso voto constitucionalmente não vale nada.
Votar vale sempre a pena: é a única arma que faz sentido para um povo que queira esconjurar a ditadura.

2017-09-04

Irresponsáveis!

Em 1992, quando a China e a França ratificaram finalmente oTratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, parecia que, por fim, o terror nuclear ia para os livros da história da minha adolescência. As guerras seguintes, por mais pérfidas e mortíferas (ex-Jugoslávia, Ruanda, Kosovo...) eram "à moda antiga", ou rápidas e clínicas como a primeira guerra do Golfo. O terrorismo endémico da Europa ia-se esvaindo e sobrava o terrorismo pirotécnico para consumo massificado da Al-Qaeda ou do Daesh. Não pensei ter de voltar a ter medo de uma bomba H durante a minha vida. Não pensei que o mundo andasse assim ao para trás, com uma cambada de irresponsáveis a brincar com coisas demasiado sérias. Como se o que andamos a fazer ao clima não fosse suficientemente grave para a saúde do Planeta. :-(

2017-08-24

Moribundo, mas não morto!

Um dia cheguei a casa e criei um blogue. Ou melhor, comecei a criar um blogue...

Foi em 2004 e hoje faz anos :-)

2017-06-28

Apre!

Hoje fui apanhada à socapa por três mormons. Não sei bem como, que costumo fareja-los à distância, mas parece que abriram um templo que eu ainda não tinha reparado que existia. Bom-dia para cá, bom-dia para lá (sim, respondo, que ensinaram-me a ser bem educada) e começa a lenga-lenga da praxe. E o cigarro estava no início, por isso fui pedindo delicadamente que não falassem comigo nem de religião nem de deus, com as criaturas a insistirem até que uma se sai com um "tenho a certeza que deus está à sua espera". Passei-me! (o café ainda não devia ter feito efeito) e olhei a criatura nos olhos e perguntei: "como sabe? Ele mandou-lhe um telegrama?  É que se enganou na porta porque não estou interessada em nenhum planeta e já apalavrei um vulcaozinho no inferno". E pronto! As criaturas desapareceram à velocidade da luz.

2017-03-05

Imbecis e imbecilidades


Se há um idiota no parlamento europeu a defender opiniões imbecis, preocupem-se antes com quem votou no idiota e menos com qualquer tipo de censura descabida. Viver em democracia é viver também com idiotas. E esperar que nunca sejam a maioria.