Olho o blogue na sua extensão e permanência.
Espremendo, sobram demasiados acessórios para encher a página: letras esparramadas à pressa e logo esquecidas, músicas que naquele momento faziam sentido e hoje talvez não, imagens que já nem sei porquê.
E alguns textos que ainda sinto, destes tantos anos de voz em fuga — os mais pessoais, os mais íntimos, os mais estranhamente a nu.
Isto é só um blogue. Desde o início assumi que seria sobre banalidades, as minhas banalidades no seu sentido etimológico mais profundo: o do ban, a circunscrição feudal.
Estou confortável com o meu ban — este pequeno feudo feito de tudo o que realmente faz parte do meu mundo e do que nesse mundo é importante para mim. Até mesmo quando ando demasiado perdida de mim e das fronteiras e linhas com que me coso, enquanto a vida vai continuando a descosturar.
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