2009-11-04

Do mal o menos (ou algo assim)


Let's pretend it's not
It doesn't mean a thing


O sexo hoje é demasiado explícito em todos os sentidos. Nada contra o sexo explícito. Não sou pudica. Mas a forma explícita como se tenta chegar a ele faz-me confusão: os engates básicos, as bocas em tom de frase feita e sem magia, o propor sexo sem sequer se saber se beijar aquela boca vai saber bem. É óbvio que o nosso corpo recorda o prazer, ainda que seja necessário que a mente reconstrua esse prazer para o adaptar ao dia-a-dia. E sexo é bom. Antes tê-lo do que deixar o corpo em pousio. Mas questiono-me se algum de nós quererá ser só, por mais satisfatório que momentaneamente isso pareça ou seja, o dildo particular de outra pessoa. Por curiosidade, necessidade física, ego, seja o que for, transformarmo-nos em objecto dar-nos-á, em última análise, um mero alívio físico. No fim, cada um de nós descobrirá que isso não basta. Mesmo que também não faça mal nenhum.

8 comentários:

I. disse...

Já estou a ficar farta de vir aqui para concordar. Francamente.

(não faz mal nenhum, não senhora, mas nessas circunstâncias é prato que não apetece repetir. e eu adoro repetir. )

Bartolomeu disse...

Desde os tempos de Amadis de Gaula e Oriana a sem par, de D. Quixote e Dulcineia que a relção sexual tem vindo a ganhar predominância nas relações afectivas.
Naquele tempo, os gajos apaixonavam-se pelas gajas e contentavam-se com umas sarapitolas. Relatos do que ocorria nos conventos para onde eram levadas (leia-se encarceradas) as pitinhas que escolhiam o gajo errado, dão-nos conta de que era terminantemente proibido ter nas celas objectos de configuração cilindrica e que, existia o tráfico de pequenos troncos de arvore recolhidos nos jardins do convento e posteriormente adoçados.
Em suma, um completo e total sacrifício, com evidente vantagem para os homens.
Da minha parte, defendo a tese, que uma paixão nos nossos tempo se inicia pelo acto sexual e, neste campo os homens diferem das mulheres. O primeiro interesse masculino concentra-se no corpo femenino. Se a "foda" for idêntica às anteriores, o gajo basa, deixa de atender o tm, arranja uns compromissos marados mêmo prá garina topar que o gajo não tem interesse. Por outro lado se a "coisa" foi de loucos, mesmo de partir pelo maio, s'a gaja´lhe saiu melhor na peça que na amostra... então o gajo vai passar a andar de lingua de fora feito cachorro. nessa altura e sa miuda tiver interesse e manobrar a situação com a subtileza e maestria que só as gajas possuem... pode ser que aconteça o milagre do ÁMORRRR!!!
;))))

Hipatia disse...

Não apetece mesmo, I. Até porque há coisas em que só a confiança e a intimidade nos tornam craques ;-)

Hipatia disse...

Oh Bartolomeu, como fica a nossa conversa sobre a intimidade? Isso até parece que vais aos saldos, lol. Depois, acho que é fácil pôr um gajo a pensar com o entre pernas e nem é preciso muito mais do que só a cenoura à frente do nariz. Mas também não acredito que lhes baste e que voltem só por isso. Pelo menos os que tenho conhecido :)

mfc disse...

Apenas me dá gozo ter sexo com quem consigo e me dá gozo beijar!
Acho que respondi à tua questão.

Paulo Abreu e Lima disse...

Sexo é só para procriar. E se, por qualquer razão, não se consegue, vai-se tentando, tentando, tentando.

Hipatia disse...

Respondeste pois :))

Hipatia disse...

Ah! Olha que ir a treinos não me impede de me manter prevenida. É que se sei bem por onde ando e ao que ando, também é certa que nasci desconfiada até daqueles em quem confio :P