2010-04-25

Cravos de Abril

aqui

E ainda guardo, renitente
Um velho cravo para mim

4 comentários:

continuando assim... disse...

eu guardarei até ao fim !!
bj
teresa

Paulo Abreu e Lima disse...

Tal como diz António Barreto, a Revolução de Abril cumpriu-se na Libertade e na Democracia (eleição democrática) que hoje dispomos.

(Fraternidade é religião...)

Hipatia disse...

Também eu, Teresa :)

Hipatia disse...

O Aguiar Branco acertou quando disse que os símbolos não são pertença nem da direita nem da esquerda e que enfeuda-los a este ou aquele pequeno grupo é apenas mais uma forma de alienar todos quantos não assentaram arraiais partidários. E os cravos são nossos, pela liberdade e democracia que, naquele dia, renasceu; pela liberdade e pela democracia que, depois, sobreviveu ao verão; e, muito especialmente, porque é simplesmente belo imaginar um golpe de estado, depois revolução, em que do lado da revolta o único vermelho era o dos cravos nas espingardas e, não fosse o Carmo, a revolução tinha-se cumprido sem sangue. Depois o sangue acabou por correr, como corre sempre quando há interesses em conflito e o País precisou dizer não à ditadura que se anunciava para substituir a ditadura que partia. Mas em Abril foram cravos rubros de sangue. E o imaginário é assim que se constrói.