Não sou pessoa de contacto. Nunca fui.
O espaço necessário é mensurável: a distância que vai do meu braço estendido até à mão que vem em sentido contrário. Geometria simples. Protocolo universal. Ou devia ser.
Há quem não leia sinalizações. Quem se incline sem convite, derrame conversa e proximidade, ofereça visões não solicitadas de dentição e flora nasal. Quem confunda presença com autorização.
Não confundo.
O meu espaço é feudo. Tem fronteiras, tem leis, tem historial de conflitos. A armadura está disponível e o mau humor é política externa oficial.
A invasão não precisa de ser declarada para ter consequências.
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