2012-11-16
2012-11-15
2012-11-09
2012-11-02
Só a mim!
A amiga é roubada e eu é que levo música da polícia! Sim, que fiquei a saber que naquela esquadra há muitos agentes solteiros que de certeza não se importavam de ir beber um copo com as meninas, ou até mesmo o Sr Agente casado, que também era capaz de ir, caso não estivesse de serviço. No entretanto, como nenhum de nós gosta do Cavaco, dos impostos, do Passos Coelho, do Gaspar e dos sindicatos, a documentação que nem devia poder ser levantada já vai a caminho da casa certa. E metem-me em cada uma! Pelo menos, agora posso ter guarda-costas a pedido, que até tenho cartãozinho de contactos caso precise...
2012-10-27
2012-10-24
O monstro
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A democracia é como a liberdade: vai haver sempre quem saiba delas abusar. E será também como uma certa ideia de justiça, aquela que nos permite defender que é preferível um culpado solto do que um inocente na prisão. Os conceitos em si nada têm de errado; o que uns quantos fazem com esses conceitos, deturpando-os, adaptando-os aos seus interesses, corrompendo o seu sentido, é que sim. Não culpo a democracia, como não culpo a política, como não desbarato por completo os conceitos operativos com que aprendi a pensar o real e a inserir-me nesse mesmo real como ser político. Mas culpo quem usa e abusa da política, até tantos de nós que se mantém sempre confortavelmente arredados da política e da polis e dos mais básicos exercícios de cidadania. Os mesmos que apenas se lembram do Estado quando chega a hora de estender a mão, num exercício de demagogia em tudo semelhante à daqueles a quem entregamos a responsabilidade de nos governar esperando que não se governassem apenas a eles mesmos. Talvez afinal os culpados sejamos todos nós, habituados a uma certa ideia de democracia e demitidos de direitos e deveres. É porque tantos de nós se mantém assim de fora que o exercício político virou coutada de uma classe. E, como todas as classes, zelosa dos seus privilégios, temerosa de perder o pé, a viver à conta de quem apenas reclama e que nem sequer levanta o cu para ir votar. Fomos nós que fabricamos o monstro; não foi a democracia.
2012-10-21
RIP Manuel António Pina
Quem, como eu e a generalidade dos portugueses, não percebe nada de Finanças nem consta que tenha biblioteca e ouve repetidamente dizer, ao fim de um ano de inauditos sacrifícios, desemprego, miséria e fome, que "estamos no bom caminho", acabando por descobrir que afinal, em Março, a dívida pública portuguesa cresceu mais 26 mil milhões em relação a Março de 2011 (reinava então Sócrates, cognominado pelo actual Governo de "o Gastador"), perguntar-se-á legitimamente onde irá dar o "bom caminho".
Mas talvez, quem sabe?, seja assim que se combate a dívida, aumentando a dívida. Como o desemprego se combate facilitando e embaratecendo os despedimentos e destruindo emprego.
Dir-se-á que nem eu nem os portugueses mais pobres cuja existência tem sido imolada no altar da dívida, somos economistas, do mesmo modo que o menino que não conseguiu ver a fatiota invisível do Rei e gritou "O Rei vai nu" não era, obviamente, alfaiate. Mas quem escute as homilias diárias dos alfaiates da política de austeridade demonstrando, mediante equações só acessíveis a pessoas inteligentíssimas e com vastas bibliotecas, que "não há alternativa", esperaria ver o Rei, já não digo com sapatos novos, mas ao menos um pouco mais apresentáveis do que há um ano.
Sobretudo depois de, em Janeiro, o alfaiate-mor ter anunciado no Parlamento que 2012 seria o "ano de viragem económica para o país".
Manuel António Pina morreu sexta-feira, dia 19 de Outubro.
2012-10-17
2012-10-14
2012-10-12
2012-10-11
Zombie
Nas últimas eleições para a Presidência da República tivemos a candidatura de uma convenção geriátrica, de corpo e mente e forma de fazer política, todos tomando a polis para seu interesse e nunca pelo interesse da polis. E ganhou a fava. Ou saiu-nos a fava: um Presidente abestido, de discurso azedo e ressabiado mesmo quando quer ser inócuo; um PR que foge do povo para o cu de Judas do 5 de Outubro para não enfrentar quem devia representar; um velhote que como político nunca valeu um vintém e fecha sempre a boca quando deve falar, só a abrindo para deixar cair migalhas de bolo-rei ou resíduos que fazem notícia nos jornais espanhóis. E o pior é que já sabíamos o que aí vinha, mas ainda demos a esta nódoa alojada em Belém segunda hipótese de (não) brilhar. Agora, com um governo de loucos incompetentes ao leme, estamos realmente órfãos e, por isso, talvez só nos sobre realmente a rua. Só falta saber por quanto tempo a rua continua pacífica.
2012-10-10
2012-10-08
2012-10-05
Circo
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E não era há anos tudo um circo? Com data marcada, juntavam-se os palhaços na bancada, diziam umas bacoradas, posavam para a fotografia e, no dia seguinte, tudo seguia como dantes. Iam lá fazer o frete. Sempre com ar de grande frete: corpos presentes, mas só isso. Na assistência, o povoléu olhava para a bancada e para os símbolos. Um circo como outro qualquer, mas com data marcada e significado há muito perdido. Pensando como foi durante anos, enquanto a abundância aparente desconsiderava tradição e história, vejo a tempestade num copo de água. Um copo pequenino e talvez por isso tão pronto a transbordar. Se nos tiram todo o respeito, como sobrará respeito para dar?
2012-10-03
Zé Povinha

- Sobretaxa de 4% em sede de IRS para todos os trabalhadores. Ainda falta saber se será feito num único mês ou repartido por todos os meses;
- Escalões do IRS vão ser reduzidos de oito para cinco, o que implica um aumento de impostos, devendo a taxa média efectiva passar dos actuais 9,8% para 11,8%, a que se junta a sobretaxa. Quem paga taxa máxima de IRS vai pagar 54,5%, apurou o Negócios.
- A taxa de solidariedade de 2,5% para quem está no último escalão do IRS mantém-se
- Reposição de um subsídio para a função pública, mas aumenta-lhe IRS, nomeadamente porque a função pública também é abrangida pela sobretaxa de IRS
- Reposição de 1,1 subsídios aos pensionistas e reformados; Ministro das Finanças já tinha anunciado, em conferência anterior, à redução das pensões a quem aufira rendimentos acima de 1.500 euros, com cortes entre 3,5% e 10%
- Os rendimentos com juros, dividendos e royalties vão estar sujeitas a taxas liberatórias de 28%, apurou o Negócios. Estas taxas já aumentaram em 2012 para 25% e em Setembro Vítor Gaspar anunciara a subida, ainda este ano, para 26,5%. Mas para 2013, ainda sofrerão novo agravamento
- IMI vai disparar em 2013 sem cláusulas de salvaguarda
- Imposto sobre tabaco aumenta, mas não foi explicado em quanto
- Tributação sobre bens de luxo aumentam. Vítor Gaspar já tinha avançado que isto iria acontecer, nomeadamente ao nível da tributação a barcos, carros de alta cilindrada e aeronaves. Também os imóveis com valor acima de um milhão de euros vai ver agravado o imposto. Estas medidas são para 2013, mas iniciam-se já em 2012
- Novo imposto sobre transacções financeiras, mas sem se saber os moldes, já que a medida não está ainda definida na plenitude
- Para as empresas: Derrama estadual máxima, de 5%, passa a ser aplicada sobre lucros que excedam os 7,5 milhões de euros (até agora era de 10 milhões de euros). Aos lucros acima de 1,5 milhões de euros já era aplicada uma derrama de 3%, à qual Vítor Gaspar não se referiu
- Aumento da base de incidência de IRC para empresas, limitando-se as deduções fiscais com créditos, à semelhança do que Vítor Gaspar já tinha anunciado
- Indemnizações compensatórias para empresas públicas vão diminuir, mas não foram avançados valores.
E cá estou eu, de manguito preparado, vítima certa da caça cega aos cobres que sobram da classe média acossada.
2012-10-02
(...)
Now Tom said "Mom, wherever there's a cop beatin' a guy
Wherever a hungry newborn baby cries
Where there's a fight 'gainst the blood and hatred in the air
Look for me Mom I'll be there
Wherever there's somebody fightin' for a place to stand
Or decent job or a helpin' hand
Wherever somebody's strugglin' to be free
Look in their eyes Mom you'll see me."
2012-09-30
O "Dr." Borges
"Que a medida [redução da TSU em 7%, com aumento equivalente da contribuição dos trabalhadores para a Segurança Social] é extremamente inteligente, acho que é. Que os empresários que se apresentaram contra a medida são completamente ignorantes, não passariam do primeiro ano do meu curso na faculdade, isso não tenham dúvidas"
António Borges
Ignorante é um professor universitário (um suposto cientista!) que descarta com insultos as teorias dos outros só porque não estão em concordância com as suas.
Quando tentam resumir a ciência a uma teoria, normalmente chama-se fanatismo e pertence ao domínio das seitas, nunca ao da universidade.
2012-09-27
E os ideais foram-se
I know I said I favored peaceful resolution
But that was when we were the young idealists
The young idealists
Raging through the coffee shops and bars
Make believe the world was really ours
Still supposing we could make a difference
And then we bought into the neocon economic dream
We were trading in futures we believed in
The young idealists
Careering through the markets to the mall
Venturing that we could have it all
Still supposing we could make a difference
Then the markets fall
And the heavens open
There's no symmetry at all
The synergy is broken
So maybe now
I'll take that wholesale revolution
We were talking about
Maybe now I'll take a future we can breathe in
The young idealists
Raging through the forests and the streams
Breaking into your laboratories
Still supposing we could make a difference
I never thought I'd want a slogan on my people mover
But that was when we were the young idealists...
2012-09-25
Miguel Macedo
Em Outubro de 2011, lia-se no jornal Sol que «Dois membros do Governo vão receber um subsídio de alojamento de 1150 euros mensais, isto apesar de serem proprietários de uma casa na região da grande Lisboa.» Um deles era Miguel Macedo.
E é este fdp, político profissional habituado a coçar a micose à custa dos dinheiros públicos (nos intervalos, parece que é sócio de um escritório de advogados) que vem agora chamar cigarras ao pessoal que anda a sustentar a corja da espécie dele e toda a choldra que mantém por companhia nos diferentes assaltos que vão fazendo a quem ainda tem trabalho para continuar a pagar impostos e lhe pagar o subsídio de residência. € 1150? Há demasiadas casas neste País onde isso não entra por mês à custa de trabalho suado!
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