2007-05-21

Como?


aqui

Porque é que gosto do Surfista? Bem, descobri-o na mesma altura em que descobri o medo por uma qualquer explosão atómica que pusesse fim à nossa linda Terra. Descobri-o quando descobri que o mundo tem demasiados loucos e muito poucos gestos altruístas. Descobri-o quando se começava a ouvir falar em SIDA e em ecologia. Descobri-o como o herói impossível que nos permite ainda ter fé, o herói abnegado que não nos deixa cair na total descrença. Descobri-o nos primórdios da década de 80, mesmo que tenha nascido bem antes, em meados dos anos 60 (1966, para ser mais precisa). Já não me apetecia ler Tios Patinhas e a Marvel oferecia-me o contraponto: ainda BD, mas histórias mais suculentas; histórias que me distraiam e me punham a pensar, histórias que falavam de medos antigos, mas também de valores inquebrantáveis. E de heróis que, sem nada temerem, eram capazes de arriscar a vida para salvar outra vida, mas nunca esqueciam que há princípios que não se questionam, por maior que seja a tentação.


Agora... mas quem raios é este
Doug Jones?

11 comentários:

vanus disse...

é um singer and dancer e aposto que deve ser arrabichado :p

jp disse...

mas meninas, não se esqueçam de ver o Pan's Labyrinth, é fantabuloso
:))

Hipatia disse...

Pois também me parece, migas. Pobre Norrin Radd, assim destratado!

(pelo menos parece que a voz é do Lawrence Fishburne...)

Hipatia disse...

Por acaso vi no Fantas e não achei muita piada, Jaquelina Pandemónio: um daqueles que, prometendo tanto, se perdeu pelo caminho em pormenores que não eram necessários.

vanus disse...

Pois eu também não gostei muito do filme JP, a ideia é muito boa, mas está extra codificado, tanto, que se perde.

vanus disse...

pá, não tinha lido a última frase do teu comentário, senão escusava de dizer o mesmo lol

Hipatia disse...

Mas disseste melhor do que eu. É que não são mesmo os pormenores; antes a codificação dos mesmos. E as fábulas sempre foram óptimas para codificar e simplicar os grandes medos, mas, no filme, apenas parecem codificar, não simplificando nada. E não precisava sequer ser tão violento e, às vezes, tão gore para causar o impacto que a ideia até merecia.

jp disse...

pois eu au contraire, gosto mesmo é de filmes meio codificados, vanus.
Saio sempre a pensar em múltiplas possibilidades, e normalmente vejo-o mais uma vez no recato do lar, e
acabo sempre por descobrir mais uma coisa.
Começar um filme que me conta e induz para o fim, não é para mim, mas tb se todos gostássemos de amarelo...

jp disse...

e sabes uma coisa queria Ludovina?
a vida é gore e e violenta e as fábulas apenas traduzem de maneira mordaz a cena
;)
mas isto sou eu,que sou uma fantasista

Hipatia disse...

As fábulas simplificam e tornam mais acessíveis até conceitos gore e violentos. Algumas fábulas são profundamente violentas, aliás. Mas nunca parecem precisar exagerar para transmitir a mensagem, Jaquelina Pandemónio. E é por isso que sobrevivem, passam de boca em boca, instalam-se no imaginário. Se complicassem e exagerassem, perdiam-se por entre os pormenores.

jp disse...

opiniões...
;)