2009-12-21

Pagã



Na pele da pele da ruga do arrepio do frio do tempo do solstício do vento uivante da chuva da neve da geada molhada que treme no bafo do suspiro quente da lareira acesa e do carinho sentado à mesa e da vela e do vinho na noite aconchegada de ficar no quente a ouvir a música da trovoada deste Inverno que chega ululante e do dia escuro que crescerá em luz para além do frio da chuva da neve do vento e da geada na celebração antiga do sol invencível que renasce.

4 comentários:

Paulo Abreu e Lima disse...

Teus indecifráveis posts têm o grande mérito de tentarmos descobrir o que os motivou :P

(haleluia, Celta d'olhos verdinhos e pele alva!)

Hipatia disse...

Talvez um "Io, Epona!" fosse capaz de ir melhor com a deusa mãe sempre tão esquecida na época do ano em que é mais necessário lembrar que, depois do Inverno e agora que os dias já crescem, os tempos férteis irão voltar. Melhor que um "aleluia", pelo menos ;-)

I. disse...

You say pagã, I say pagona.

E as minhas ricas plantinhas, o bem que estão a fazer o inverno, com tanta chuvinha a molhar a terrinha e a fazer crescer? Ui, os crocus já têm um palitinho de fora. Uindas.

(só me sai disparate)

Hipatia disse...

Pagona é giro :D

E não te respondo mais aqui, que tens direito à primeira página.

Ora dá-me cá uns minutinhos...