2005-07-31

O post que deixei para domingo




Yes...

I can’t believe the news today
Oh, I can’t close my eyes and make it go away
How long...
How long must we sing this song?
How long? how long...

’cause tonight...we can be as one
Tonight...

Broken bottles under children’s feet
Bodies strewn across the dead end street
But I won’t heed the battle call
It puts my back up
Puts my back up against the wall

Sunday, bloody sunday
Sunday, bloody sunday
Sunday, bloody sunday (sunday bloody sunday...)
(allright lets go!)

And the battle’s just begun
There’s many lost, but tell me who has won
The trench is dug within our hearts
And mothers, children, brothers, sisters torn apart

Sunday, bloody sunday
Sunday, bloody sunday

How long...
How long must we sing this song?
How long? how long...

’cause tonight...we can be as one
Tonight...
Tonight...

Sunday, bloody sunday (tonight)
Tonight
Sunday, bloody sunday (tonight)
(come get some!)

Wipe the tears from your eyes
Wipe your tears away
Wipe your tears away
I wipe your tears away
(sunday, bloody sunday)
I wipe your blood shot eyes
(sunday, bloody sunday)

Sunday, bloody sunday (sunday, bloody sunday)
Sunday, bloody sunday (sunday, bloody sunday)
(here I come!)

And it’s true we are immune
When fact is fiction and tv reality
And today the millions cry
We eat and drink while tomorrow they die

The real battle yet begun (sunday, bloody sunday)
To claim the victory jesus won (sunday, bloody sunday)
On...

Sunday bloody sunday
Sunday bloody sunday...



E da Ilha Esmeralda, ainda partida em duas, num mundo a enlouquecer, surge um sussurro de esperança.

“This song is not a rebel song”

É! Parece que nunca foi mesmo...
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imagem aqui

2005-07-29

Eros e Thanatos


And have you ever wanted something so badly
that it possessed your body & your soul
through the night & through the day
until you finally get it!
And then you realise that it wasn't what you wanted after all.
And then those selfsame sickly little thoughts
now go & attach themselves to something....
....or somebody....new!
And the whole goddamn thing starts all over again.
Well, I've been crushing the symptoms but I can't locate the cause.
Could God really be so cruel?
To give us feelings that could never be fulfilled(...)

The The - True Happiness This Way Lies


Uma amiga disse-me uma vez que só temos de facto um único e primeiro amor. Porque é aquele a que nos entregamos totalmente, sem precisarmos do intelecto para justificar o coração. Como dizia essa amiga "quando Eros e Thanatos deixam de ser um só, então estamos na presença de todos os outros amores, e esses normalmente nunca são tão fodidos" como o primeiro. Porque morremos de cada vez um pouco para aprender a viver de novo? Não sei...

Eu, no entanto, prefiro esses amores à posteriori. Talvez porque já vivi e sofri o primeiro amor e nunca mais soube lá voltar. E talvez seja mesmo impossível voltar.

Ou então porque todo o meu intelecto se recusa a acreditar que o amor apenas nos toque só uma vez. Talvez tenha que nos tocar de cada vez de uma maneira diferente e nenhum amor pode ser igual a outro. Mas recuso-me a encerrar a capacidade de amar apenas num único amor. Por maior que ele seja ou tenha sido. Por mais intenso, marcante. Se houvesse mesmo essa condenação a um único amor na vida de cada um de nós, que nos restaria para o resto da vida se o tivéssemos perdido?

Mesmo que emocionalmente difícil, racionalmente resta-nos a esperança de que há mais do que um testo para cada panela e podemos amar intensamente, ainda que de maneiras bem diferentes, mais do que uma vez.

Amores diferentes para fases diferentes da vida; amores que não serão nunca como o primeiro, mas que não se limitam a ser menos amores por causa disso. Mesmo que sejam um bocadinho mais pobres - ou quem sabe mais ricos - porque os elaboramos em premissas diferentes, deixando que o cérebro pense o que antes só soube sentir.

Iatá!



Parabéns, amiga!

2005-07-28

Romances


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Adoro os folhetins possíveis em todos os romances proibidos! Que fazer? Dá-me para aí. E pensar em todos os romances proibidos que permitiram grandes obras de arte... Desde as tragédias gregas às versões mais ou menos actualizadas de Romeu e Julieta, mesmo para quem não vai muito à bola com o Di Caprio, nem como Romeu, nem quando se afoga congelado. Se "Romeo is Bleeding", então temos história! Um romance amordaçado é sempre uma boa história!

2005-07-27

Banhada Durão


Parece que afinal a Europa já começa a suspeitar aquilo que os portugueses há muito já sabiam. É que nunca bastou mudar de nome. Bosta é bosta, mesmo que alguns lhe prefiram chamar merda.

Será que também se pode fugir do cargo de Presidente da Comissão Europeia depois de fazer a Europa dar uns quantos passos galopantes de retrocesso?

Pelo menos, parece que este ano o gajo vem a banhos para as praias portuguesas. Era difícil voltar a explicar passeios no iate do Spiros Latsis. Espera aí... mas alguma vez ele explicou direito as férias no iate? Hmm...

2005-07-26

Fado

(...)
O fado é tudo o que eu digo
Mais o que eu não sei dizer


Aníbal Nazaré - Tudo Isto é Fado



Tinham-lhe dito que o mundo seria dela lá pelos trinta anos. Tinham-lhe dito que, com paciência, chegaria a sua vez. Afinal, era filha da democracia, da igualdade no acesso à educação e à cidadania. Já não era propriedade dos pais, do marido, dos filhos ou da moral. Era senhora do seu corpo, do seu destino, das escolhas que quisesse fazer, onde e quando, sem responder a porquês.

Tinham-lhe prometido liberdade e ninguém lhe explicou que a liberdade também tem preço. Libertou o seu corpo ao primeiro namorado e nasceu o primeiro filho. Tinha dezassete anos e afinal o futuro era presente.

Afogou as mágoas nos corpos de outros homens, sem nunca saber, porque nunca ninguém se lembrou de lhe explicar, como evitar os filhos e as doenças. Acabou com mais dois filhos, de pais ausentes, pensões prometidas e nunca pagas. E fama de puta, lá pela terra, que as mentalidades não mudam só porque mudam as leis.

Chegou aos trinta a limpar as casas dos outros e a apanhar porrada do novo companheiro, de cada vez que o carrascão se substituía ao sangue das veias. Umas quantas visitas à polícia e ao hospital e o peso da vergonha. Porque as putas até merecem apanhar nas trombas e o gajo de certeza que tem razão.

Já não sonha com futuro, limita-se a esperar o amanhã. Descobriu entretanto que arranjou uma nova companheira de viagem. Uma chamada SIDA, que lhe arrendou a vida depois de o companheiro fazer mais uma visita às putas da Estrada Nacional.

Já não há mais sonhos.

2005-07-25

Só para discordar

Não, Hipatia. Esses caixotinhos não permitem que se liberte a sexualidade de modo satisfatório (a não ser que tenham um atrelado).

The Old Man


O pequeno carro era enganador. No seu interior, apenas dois lugares compensavam em espaço o que de espaço havia sido sacrificado para obter "um pequeno caixote de plástico e vidro", o melhor para os breves circuitos urbanos. Havia ainda assim espaço para pernas, para braços, para corpos lado a lado.

Ele conduzia compenetrado. Ela conduzia um dedo pela coxa dele, compenetrada também. Não se olhavam ainda. Pelo tecto envidraçado, entreaberto, a lua e as estrelas iam fazendo companhia. Lá em baixo o rio, quase na sua foz; lá em baixo as breves luzes, mais presença do que fulgor. Lá em baixo, uma fila de carros paralelos, vidros embaçados, corpos enrodilhados, o cheiro do desejo suspenso em gemidos sufocados.

O dedo dela transformou-se em mão. Os dedos dele seguraram mais firmes o volante. Ele reduziu para terceira. Ela meteu uma primeira. O rio ainda longe. Os carros lado a lado.

Ele fez pisca. Ela nem piscou. Ele abrandou. Ela acelerou. Ele parou o carro, lado a lado com outros carros. Ela nem se importou.

Com um movimento brusco, o corpo dela passa para cima do corpo dele. Lá fora o rio, parado. Lá dentro a rebentação. E a cabeça dela, pelo tecto envidraçado, entreaberto, aproxima-se e foge, em ritmos cada vez mais rápidos, da lua e das estrelas que entram ainda, numa breve, bruxuleante luminosidade, pelo tecto do pequeno carro enganador, pleno de espaço, e janelas que se tingem de calor.

2005-07-24

A Insustentável Leveza do Ser


A história é tão leve como a vida do indivíduo, insustentavelmente leve, leve como uma pena, como poeira ao vento, como uma coisa que há-de desaparecer amanhã.

Milan Kundera, A Insustentável Leveza do Ser



Falei do livro ali em baixo. Volto a ele hoje. Porque há sempre mais qualquer coisa a dizer...

Admiro a sensualidade das palavras esparramadas, dos encontros e desencontros das suas personagens. E, no entanto, penso que os corpos e os seus detalhes servem apenas para nos transmitir uma ideia de nostalgia, de um mundo que já não é possível voltar a ter. É um mundo que não volta mais, mesmo que não haja qualquer exército soviético a invadir hoje a bela Praga e as consciências dos seus habitantes. Mesmo que a liberdade procurada nos corpos se mostre bem mais castradora do que a liberdade procurada nas emoções. Ou aquela sombra permanente de tristeza, pontuada por algumas situações mais radiosas. Todo o livro num tom agridoce, como a vida.

Em Milan Kundera vi uma extraordinária capacidade para nos falar do amor de uns pelos outros e da forma como nos tornamos dependentes uns dos outros; a descrição de personagens que preferem viver, apesar do terror, da opressão, da tortura, da morte e da humilhação que a invasão soviética acarretou. Mesmo que para isso tenham que limpar janelas para sobreviver. Surpreendente a forma como este livro combina opostos de luz e sombra: por um lado, a morte, o medo, a traição; por outro, amor, sexo, paixão, solidariedade e gentileza. Uma forma completa de fazer um elogio à vida. Uma maneira poderosa de enaltecer o ser, para além de qualquer leveza.

Há uma espécie de fuga, como se quase não tivesse importância: da Sabina para a Suiça, da Tereza e do Tomaz para o campo... Como se a opressão soviética nem tivesse muita importância num esquema muito leve da realidade. Eles - o importante - permanecem. A história continuará. No fim, já nem União Soviética resta, nem opressão. Nem Checoslováquia. Mas a bela Praga continua lá. O amor continua lá. Talvez seja essa a realidade, para além de todas as realidades da história: as pequenas histórias desaparecem; mas a alma das coisas e das pessoas não muda, ainda que mude a sua aparência exterior.

(Ai, esta vontade de viver a vida de forma leve, tão leve que se torna insustentável. E de como tal se prova impossível.)

Telegrama


Na terra do orelhame, continua tudo na mesma. Stop. Talvez orelhame maior ainda. Stop.

2005-07-22

Cansaço II

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Álvaro de Campos


Sonâmbula de mim, apenas penso em Sábados de esquecimento. Vou para a terra dos sonhos, afogar numa manhã todos os restos de uma semana de vigília. Vou prolongar a sesta numa tarde de praia e de esplanada. Vou restaurar-me, contar mais uma. Já só faltam três…

Mas como pode o cansaço ser tão profundo, que até o sono lhe foge?

Bom fim de semana!

PS – Para os que não acedem às Vozes, se estiverem a usar norton anti-virus, têm de desbloquear a opção «Block popups on this site»

2005-07-21

Consegui!







Antes de mais, o meu muito obrigada a todos quantos manifestaram ter gostado das estrelas que tinha posto ali ao lado, a servirem de pano de fundo ao título do blogue. Eu também gostava delas, mas, apesar de tudo, senti que lhes faltava cor. Eu não sou - apesar de às vezes parecer - uma pessoa monocromática. Gosto de cores vivas, que exalem calor. Por isso, preservando ainda assim o fundo azul escuro, tratei de encontrar uma imagem que, mantendo a mesma ideia de profundidade e infinito, me trouxesse cor para a Voz. É esta que vos deixo plena neste post. E com ela tingi os títulos, a Voz em Fuga, o rodapé. Espero não me cansar da sua luz, do seu colorido suave. Espero que ela vos receba bem, como eu gostaria que todos soubessem que são bem-vindos a este meu blogue pobrezinho mas, agora, bem mais bonito.

Sei que há dias em que me apanham de bom humor e, nesses, até entendo que resolvam voltar. Mas há outros em que me sinto mesmo agradecida por vos ter por aqui. Na verdade, olhando para alguns dos meus textos e pondo-me no lugar do visitante ocasional, este não seria nunca o blogue que elegeria para tantas visitas. E, no entanto, a semana passada, ultrapassei as 10 000, coisa que não estava de maneira nenhuma à espera que acontecesse em menos de um ano.

Não tenho tido nem tempo, nem muita vontade de andar por aqui. Acho que se nota nas diversas ausências. Mas, mesmo assim, vejo-vos voltar e sinto que, de alguma maneira, ando a fazer as coisas certas. Porque este blogue sempre quis ser despretensioso, mesmo que a sua dona seja bem pedante às vezes. Sempre foi o sítio onde pretendi descarregar fúrias e alegrias, atirá-las para o éter e deixá-las fugir para longe. Ora, isso transforma qualquer blogue numa página tal e qual as críticas correntes que fazem a este meio de comunicação, por oposição a todos ditos mais sérios. Mas o que os críticos parecem não entender é que são necessários, para todos nós que gostamos e precisamos de escrever, sítios que não se levem a sério, nem queiram transformar o seu autor num exemplo de coisa alguma.

Bem sei que nem todos pensam como eu. Mas, se tenho de lidar com coisas sérias, com a crise, com o trabalho, com os problemas diários e as dores quotidianas, não quero, não posso, trazer em demasia para o blogue as coisas que me afligem. Mesmo que, tanta vez, seja delas que fale. Porque, aí, são simples desabafos, não pretendem fazer doutrina, nem sequer chegar aos calcanhares de qualquer tese.

Talvez seja uma busca de leveza de ser, numa apropriação personalizada do título do Kundera. Porque a leveza tem de ser buscada arduamente, especialmente quando o dia a dia nos vai pesando toneladas. Não acho que a leveza seja simples. Penso que, muita vez, se faz de coisas profundas, até porque sempre foi mais difícil fazer de uma coisa complexa algo simples do que o seu oposto. Quem dá ou já deu aulas sabe bem do que falo...

Mas, no fundo, tanto paleio é mesmo só para dizer que consegui aumentar o espaçamento do texto. Um tributo meu para quem lê os meus testamentos - como este - sem desistir. É, ainda, outra tentativa de leveza, evitando que as letras se sobreponham e ofusquem, simplificando no aspecto o que não quero perder no conteúdo.

Obrigada por me aturarem. Obrigada pelas tantas de visitas. Obrigada por não me levarem a sério nos dias leves, nem me deixarem perder nos meus abismos nos dias pesados.

E, já agora, se alguém souber o que fazer para usar dois espaçamentos de texto diferentes em cada post, que diga qualquer coisinha :)))))
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2005-07-20

Moonstruck


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Rose: "Do you love him Loretta?"
Loretta: "Ma, I love him awful."
Rose: "Aw god, that's too bad."

in Moonstruck (1987), de Norman Jewison



Ela é Loretta, uma italo-americana, mesmo que na verdade se chame Cher e tenha ganho um Oscar com este filme; ele é Ronny, o seu futuro cunhado, tendo calhado a Nickolas Cage representá-lo.

Ela sentada numa cadeira à mesa de cozinha. Ele em pé, do outro lado da mesa. Discutem porque se amam. E talvez se amem porque assim discutem.

Ela é viúva, ele não tem uma mão. Cada um carrega um fardo, cada um tenta encontrar um trilho. Ela escolheu casar com o irmão dele, que não ama, mas que lhe dá o conforto e a dedicação que pensa ser tudo quanto ainda merece.

Ele esconde-se numa cave, esconde os sonhos perdidos, as desilusões que se foram com uma mão amputada. Está zangado com o mundo, com a vida, com a família.

Tudo isso é transportado para aquela cozinha. Tudo está em carne viva naquele preciso momento.

Ele passa os dedos pelo cabelo, encolhe o corpo e ganha balanço. Então, arremessa a mesa para longe, bem longe, apagando a última fronteira que os separa. Ergue-a da cadeira, beija-a com força. Ela reclama. Mas beija-o de volta com mais força ainda. E então ele carrega-a nos braços, porque já se pertencem.

Foram apanhados pelo luar.



(Vou mas é para a cama, rever o filme e sonhar com beijos intensos e braços fortes onde me sinto em casa. A culpa só pode ser da cor desta lua que tem andando dependurada no céu.)

Veludo na Voz














Provavelmente, o sentido que o Cap quis dar a estas palavras é bem diverso daquele que eu quero entender. E, no entanto, lembrando o tanto que já por aqui escrevi e a vontade de hoje, para mim fazem todo o sentido. À minha maneira, claro. Mas fazem todo o sentido, sim!

2005-07-19

Amuo


imagem original aqui Posted by Picasa



E ninguém diz nada do novo visual da Voz?

Cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.


Álvaro de Campos - O Que Há Em Mim É Sobretudo Cansaço



Um cansaço total, absoluto, que me faz perder a vontade de fazer o que gosto. Já não é só um cansaço físico. É uma quase apatia, um esgotamento completo. É sentir a cabeça pesada com o ruído do trânsito e até com o chilrear dos pássaros. É sentir o bafo de calor indecente e quase ter vómitos. É uma prostração completa, uma incapacidade para me mover para lá do sofá onde me sento à chegada a casa, enquanto a televisão me embala as sestas extemporâneas. É uma sem-vontade total. Uma prisão da alma, como se grilhetas invisíveis me impelissem a uma resignação dormente de apenas contar os dias que faltam.


Preciso de férias com urgência. Umas que me curem o corpo e a alma. Que me restaurem a energia que, por agora, já quase se alimenta de fumos. Que me reparem o bom humor, que me devolvam o sorriso, que me deixem ser simpática. Preciso de férias. E vou contado os dias. Um mês ainda?


Estou tão farta, tão exausta, tão exaurida!



(e o sintoma mais preocupante é quase ter adormecido no "Batman Begins", o que seria um desperdício... até porque quero, preciso, falar deste filme)

2005-07-14

Deixa ver se eu percebo...




Posted by Picasa


O C.V. disponível no site público diz apenas que ele é "licenciado em direito pela Universidade de Coimbra". E que foi docente do ensino técnico e secundário.

No entanto, apresentam-no também como "Professor Doutor" no mesmo site da Instituição de Ensino Superior onde é "Professor Convidado". Basta procurarem no google pelo nome do senhor e o nome do link é: "página pessoal do professor doutor..."



Qual terá sido a tese?

____

foto aqui


Aqui há gato!


Capitão Amendoim Posted by Picasa *


É nesta nossa identidade que me abasteço quando necessito de ter um pai. É também na total ausência de ti, que encontro motivação para suprimir uma lacuna que abriste quando te subtraíste à minha vida. No preciso momento em que a cronologia me diz que brevemente entrarei na terceira década de vida, quero prolongar aquele legado para além de mim, quero deixar uma ténue marca da minha passagem pelo mundo. O alarme do cronómetro biológico disparou galopante. É um antiquado desígnio, este que me proponho. Mas quero de facto, dar-te um neto. Dar-me um filho. Igual a nós.



Há aqui por este mundo de blogues um gato bem simpático, minhoto, que não gosta do meu nick. Um gato que, um dia, me surpreendeu ao aceitar entrar num desafio. E postou duas vezes e, assim, ficou ali retido para a posteridade - ou para a vida breve que este blogue possa vir a ter - na secção das comPILAções e nos links laterais dos meus afectos. Como Ricardo, claro. O dono do Capitão aí em cima na foto. Um senhor que (acho que até já se esqueceu) me deve uma "baba de camelo". Um gato que visito sempre com prazer, mesmo que seja para descobrir que consegue ser um "kiss my ass happy bunny" quando a mim só me sobra ser um "psycho happy bunny". Diria que cada um tem o que merece. Acho que vários concordam. E o Ricardo hoje está de parabéns e, por isso, merece que lhe mande um beijo bem repenicado.

Bss, bss, bss... gatinho... (ou será que devia dizer caranguejinho?)

Feliz aniversário!


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* foto descaradamente roubada

2005-07-13

Clap Clap Clap


Com esta minha mania idiota de defender utopias, preferiria publicitar uma iniciativa que tivesse por alvo a extinção do casamento. Afinal, desde muito cedo que acredito (e tenho praticado há mais duma década) que nenhum Estado ou Igreja precisa de saber (ou autorizar) com quem vivo ou deixo de viver.


Por outro lado, se também acredito que, mais importante do que a liberdade de todos, é a liberdade de cada um (acho que pedi emprestada esta lápide ao Boris Vian), não devo privar ninguém do direito de precisar que a sua união seja reconhecida por uma instituição, por muito retrógrada que ela seja.


(...)


Por muito que deseje ingenuamente que esse espírito se estenda a outras minorias e, sobretudo, ao anémico movimento sindical, é para mim impossível ignorar e não aplaudir o facto de, hoje em dia, o chamado activismo LGBT ser o único que tem dado mostras de querer e poder alargar o conceito de liberdade individual nestes tempos de pandemias fascizantes que vão crescendo à socapa em nosso redor.



Já vos disse que gosto muito de mãos? Pois gosto! Gosto delas com dedos compridos e finos, ossudas, capazes de dizerem o que as bocas calam. E chego até a recordar tão bem as mãos das pessoas que conheço como as caras, os olhos, os sorrisos.

Depois, às vezes acontece gostar da pessoa a quem calhou pertencerem mãos bonitas. E os motivos são vários e, por sorte, alguns deles têm a ver com uma concordância implícita sobre uma série de questões.

Lá em cima, está um dos motivos porque gosto tanto de ler um senhor que tem um belíssimo par de mãos. E nem chego a perceber porque mais gente não o corre a ler (mesmo que eu até devesse estar caladinha que me esqueci de lhe fazer a festa de aniversário que ele bem merecia).

De qualquer forma, José, era mesmo só para dizer que as minhas mãozinhas estão para aqui a fazer "clap clap clap" desde que te li este texto.

(sem título)







... ou o número que me fodeu as contas do trimestre.

Bah!!!!

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imagem aqui