Olhem-me só para este focinho de “Quem? Eu? Importunar? Nunca!”. Só orelhas
e um bocadinho de gata à volta. E um miado forte o suficiente para sinalizar ambulâncias. Tenho para aqui uma diva a cantar ópera 24/7. Hoje, com o tamanho da dor de cabeça, é tipo um bingo cósmico de “quantas coisas podem acontecer ao mesmo tempo”. Eu sei
que a gata não sabe que está a ser inconveniente ou que me dói a cabeça. E que, na cabeça dela, está só a fazer o seu trabalho muito importante de anunciar a sua disponibilidade ao universo. Aos berros. Constantemente. Enquanto eu tenho os pés gelados, o cérebro
nebuloso e meio nariz entupido. E está tudo cinzento e apático. Menos a gata. Rais’parta a gata!
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