No filme do Lawrence Kasdan, de 1983, "The Big Chill" ("Os Amigos de Alex"), um grupo de sete amigos dos tempos da Universidade junta-se para o funeral de Alex, o radical nas ideias e nas mensagens que, no passado, foi a força centrífuga que os juntou e que, passado tantos anos, os junta de novo, apenas porque desistiu e cortou os pulsos. A reunião é pois para enterrar Alex, mas é também para enterrar os anos 60. Ao mesmo tempo, durante um fim de semana, vão, por uma última vez, desenterrar o passado para ver se ainda encontram uma razão para o futuro que os aguarda na segunda feira seguinte.
O "Whiter Shade of Pale" faz parte da banda sonora e lembrei-me imediatamente do filme. Talvez por eu ser já de outra geração, daquela que preferia as festas de garagem, da geração em que as meninas se sentavam de um lado e ficavam aos cochichos à espera que um rapaz as viesse buscar para dançar. As meninas não ficavam pálidas: coravam de alegria e de vergonha. E os beijos já se davam, mas muitos ainda às escondidas, talvez atrás do pavilhão de ginástica, ou no canto mais escuro da tal garagem.... O recato e o amor sempre andaram de mão dadas, mas nunca empalideceram por isso. E todos sabiam o que se passava e todos tratavam para que se passasse com eles também...
Mas isso eram os amores em fase inicial, as primeiras tentativas de mocinhas de 14, 15 anos... Adultos hoje, temos mais é que assumir, frontalmente, os nossos amores e dizer-lhes o quanto gostamos deles, mesmo que não se aprecie particularmente algumas escolhas que eles fazem.
(...)
Pálida só de irritação mesmo, por ver que o nosso Alex, a nossa força aglutinadora, vai descambando dia a dia...
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Sei o tanto que gostaste deste texto, quando o leste pela primeira vez. E, por isso, deixo-to aqui hoje, com o meu beijo de parabéns.
Que contes muitos, amiga!














