2010-01-20

A cabra


aqui

Já aqui contei que uma vez me ofereceram um livro chamado "Desperta a Cabra Que Há Em Ti". Pois fiquem a saber que, a partir de hoje, a minha cabra tem até despertador.

8 comentários:

I. disse...

Tens que partilhar em que loja é que se compra esse despertador. Fazia-me falta, fazia sim.

Paulo Abreu e Lima disse...

E a versão masculina acabada em ão, onde há?

(parece que à minha me levaram emprestada...)

Hipatia disse...

Tu já viste bem aquele quarteto, I? Que me chamem cabra, desde que chamem por mim :D

Hipatia disse...

Hoje encontrei uma série deles na estrada à minha frente, Paulo. Queres que tos mande para baixo com lacinho? :D

Paulo Abreu e Lima disse...

Xiça! conheces assim tantos...?

(por onde te passeias, mulher?)

Hipatia disse...

Conhecer conhecer, não digo. Mas costumam pôr-se todos em filinha pirilau à minha frente na estrada :))

Bartolomeu disse...

A cabra é o animal doméstico mais inteligente qu conheço.
Não, não é a essa cabra que me refiro, é à cabra, mesmo, aquela que faz mééé e tem cornos e cascos e pêlo.
Um dia, deu-me nos cornos e fui à feira e comprei duas cabras. Tinha comprado ha poucos meses uma carrinha wolkswagen sharan, estáva novinha e meti as cabras lá dentro. Cagaram e mijaram a carrinha toda, para além das marradas que davam nos vidros de trás a tentarem pirar-se.
Quando cheguei a casa já ía fartinho das cabras até ao caráças. As gajas eram lindas, castanhas com malhas brancas e um pêlo luzidio, espertas até à quinta casa. Levei-as para um cercado que tinha feito com rede de 150 cm de altura. Uma meia horita depois, estava sentado na sala a ler e qual é o meu espanto, vejo as putas das cabras a mamar as flores do jardim. Larguei o livro e desatei a correr que nem um tolo atrás das bichas. Passado pouco tempo já estava com a língua de fora e as gajas na maior a correr à minha frente. Passei-me... e agora, como é que vou meter as cabras de novo no cercado? Depois pensei, devo ser parvo, mesmo que as consiga apanhar as tipas voltam a pirar-se... o melhor é esquecer as flores.
Algum tempo depois as cabras começaram a ficar mais gordas... mais gordas... até que pariram, uma delas duas chibitas e a outra, uma chiba e um chibo.
Fónix... foi um baril. Voltei a ser puto. Rebolava na relva com eles na brincadeira, encavalitavam-se em cima de mim, corria trás deles e eles atrás de mim, trinta por uma linha. Como se costumavam especar em frente à porta da sala que dá para o jardim e com a patita, punham-se a bater nos vidros, um dia, dei-lhe a abébia e deixei-os entrar em casa. Fodi-me!
Correram aquilo tudo, saltaram por cima dos móveis, eu sei lá... parecia que tinha solto um bando de gafanhotos gigantes dentro de casa, só tive tempo de ir a correr fechar as portas dos quartos e depois ir fechando as portas das divisões, conforme conseguia correr com eles lá de dentro.
Mas de resto... tudo bem!
;)))

Hipatia disse...

E ainda tens as bichinhas?


(adoro leite de cabra e queijo de cabra; o queijo ainda se arranja, mas o leite que provei na Estrela na adolescência já só existe na minha memória, graças às tretas da homogeneização e afins)