2010-01-22

Carta de Marear


(Midnight Choir)

Love me just like tomorrow relentlessly long to exist
Love me with a touch of the sorrow
That burst open to disappear with the mist


Leva-me a ver o mar, quando o mar que há dentro de mim rebenta em ondas. Leva-me para esse mar, quando ondas em mim já se quebram em praias perdidas no meu corpo. Leva-me até o teu chegar ser o meu chegar, fazendo do meu corpo praia, fazendo das minhas escarpas ondulação, fazendo dos nossos corpos maresia.

5 comentários:

Bartolomeu disse...

És um oceano, mocinha, de poesia.
Uma maré cheia de sensualidade.
Um canto encantado de sereia.
Um aroma forte a maresia.
Um mar de luar, reflectindo saudade.
Uma concha brilhante, escondida na areia.

Paulo Abreu e Lima disse...

Sei deixar nunca de ser belo, não sou marujo de primeira viagem e chega de ondas, marés e maresias - demasiado iodo :)

Paulo Abreu e Lima disse...

errata: "sei deixar" = "sem deixar"

Hipatia disse...

Não sei escrever poesia, Bartolomeu: não me dou bem com a prisão da métrica. A prosa é a minha praia :))

Hipatia disse...

Oh meu amigo, quero lá saber do iodo. Só não quero é deixar de sentir certas marés :D