O fascismo não chega com botas sujas nem gritos histéricos — chega devagar, com palavras macias e promessas simples. Ocupa o espaço onde o pensamento desiste.
É quando a crueldade ganha o nome de justiça. Quando o "nós" vira trincheira contra o "eles".
Vive nos silêncios convenientes, nas piadas que passam sem resposta, nos absurdos que, repetidos, deixam de espantar.
Infiltra-se nos espaços de decisão, nos sistemas que filtram o mundo, na rotina cansada que já não questiona.
Até que acordamos tarde demais.
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