Pete Hegseth, Secretário de Defesa dos Estados Unidos, subiu a um púlpito improvisado no Pentágono e abriu o que parecia ser uma Bíblia. Começou a ler com a solenidade de quem carrega o peso do mundo — ou pelo menos de um guião.
O problema é que o texto não era dos Profetas. Era de Quentin Tarantino.
Hegseth pregou o monólogo de Samuel L. Jackson em Pulp Fiction com uma convicção tal que, por um momento, ficou a dúvida: para ele, se soa a vingança e está em inglês arcaico, foi Deus que escreveu?
A resposta veio do Vaticano. O Papa Leão XIV — o primeiro americano a calçar as sandálias do Pescador — não respondeu com ironia. Respondeu com Isaías 1:15.
"As vossas mãos estão cheias de sangue."
Não há muito a acrescentar. Um homem que confunde Tarantino com os profetas tem poder sobre vida e morte. Um homem sem esse poder lembrou-lhe o que isso significa.
A Bíblia não foi editada por Tarantino. Mas talvez precisasse de ser lida por quem tem o dedo no gatilho.
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