O Brasil foi a votos. Lula ganhou. Flávio Bolsonaro perdeu por mais de quatro milhões de votos e decidiu que a democracia, afinal, precisa de revisão.
É uma modalidade curiosa de democracia esta: o povo pode escolher livremente, desde que escolha bem. Na primeira volta, o povo queria mudança. Na segunda, enganou-se. E há sempre uma conspiração, um tribunal suspeito e um juiz que, por um extraordinário azar, deu duas horas a mais para votar.
Estes democratas adoram a vontade popular. É uma paixão imensa, quase comovente. Desde que o povo saiba votar como deve ser: neles.
A democracia não é um restaurante à la carte, Flávio. E perder as eleições não é motivo para chamar o gerente.
Vamos ter carnaval até janeiro.
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