2007-08-01

Plágio ou algo assim

Woven Hand - Sparrow Falls




Fiquei tão contente de ver o regresso!

14 comentários:

josé quintas disse...

ei:)) imaginei que pudesses gostar da música. soa assim como a um nick cave exilado no faroeste, não? conseguiste sacar o album todo?

Hipatia disse...

Claro que é mesmo a meu gosto :)

E, sim, já tenho o álbum todo. Um amigo falou-me deste projecto à conta do "Blush Music" e fui continuando a deitar o olho para ver o que mais podia vir dali ;-)

Já ouviste o "Mosaic"?

(Mas gostar mesmo foi de ver-te de volta :*)

josé quintas disse...

isto vai soar mal:) tb fiquei contente por teres ficado contente (eu avisei:)

"mosaic"? tenho. da lista daquele post do qual deixei o link ainda tenho mais uns quantos. tb foi o blush music que me levou a comprar e roubar quase tudo do tal cowboy evangélico. o tipo pode ser apanhado pela religião mas não consegue fazer um mau album.
(aproveito para a agradecer, com o atraso do costume, os parabéns mais abaixo:)

vague disse...

Tb fico contente por teres (re)voltado :p, mas reclamo por não teres cx de comentários ;)

Ah e parabéns q fizeste anos o mês passado :))

Hipatia disse...

O meu "mosaic" foi-se com o finado disco rígido. Tenho de o voltar a pôr a tocar :)

E eu gosto destes tipos que se viram para a religião e a transformam em algo tragável, tu sabes ;-)

Os parabéns são merecidos; além de que achei que ias achar piada à Espanca :))

E nunca soa mal o que sabe bem, José.

Hipatia disse...

"Obelá", Vague Maria, podias fazer como eu e reclamar no teu tasco da falta de caixa de comentários :D

Não que eu não goste de te ver por aqui e coisa e tal, mas... não achas que o impacto era maior? Além do mais, os posts do Branco Sujo bem que merecem o destaque de outros sítios, além deste pobre, caquético, quase finado, blogue anónimo e anódino :D

(E ainda nem disse como gostei da imagem dos "psarinhos"...)

josé quintas disse...

olá Vague. tanto tempo, caramba. sobre abrir ou não a caixa, fiquei a coçar a testa. nunca sei bem o que dizer sobre isso. talvez não fosse má ideia abri-la num ou noutro post mas permanentemente ia ser desconfortável. a sério. quando calha ir ver os comentários de posts meus antigos, fico a abominar o qe eu lá escrevia e com a impressão que me empenhava demasiado nos comentários. e não era o sítio certo. para piorar tudo, a flta de tempo. se já é pouco, e se eu não gosto dos meus comentários, mais vale gastá-lo a fazer posts. é um bocado isso.
mais difícil é conseguir voltar a querer ler blogues alheios. sem isso, vou acabar por cansar-me outra vez do meu. mais importante ainda, é conseguir ter curiosidade em conhecer pessoas desconhecidas. sem isso


Hipatia, com esforço para não esticar muito mais isto (é no que dá não digitar durante uns meses) uma pergunta do género frequência de Teoria da Literatura II:

No enunciado mais acima «além deste pobre, caquético, quase finado, blogue anónimo e anódino» a Autora manifestou cansaço ou foi apenas um lamento de uma blogger não-VIP que ataca amiúde 99,9% da população virtual? responda sucintamente em meia dúzia de folhas a4 sem recorrer aos textos de apoio e muito menos a Bataille ou a Catarina Salgado.

(:estão a ver porque não devo frequentar caixas de comentários? acaba por ficar tudo com um tom caprichado. isso não é bom para a comunicação. é tempo de pedir desculpas por escrever um valente fodasse qu’isto boltou a ficar demasiado extenso)

Hipatia disse...

Quando a Vague e eu começamos a trocar palavra – ainda nas caixas de comentários do Charquinho, acho – ela veio até à Voz e deu de frente com um post sobre o Hans Münch (o único SS de Auschwitz que foi defendido pelos Judeus que ajudou) e dai passamos para o Aristides Sousa Mendes. Foi assim que quer a Vague, quer a Zu, deram com a Voz. Logo de seguida, no entanto, foram convidadas para escrever um post erótico, lol. Na altura, já nem sei bem a propósito do quê, disse-lhes que a Voz era um blogue anónimo e anódino. Passou a ser piada, claro :) Sei que a Voz é anónima e prezo-a de sobremaneira assim. Faço questão, aliás. Desde sempre evitei até comentar em blogues VIP, exceptuando talvez a Catarina, sem que alguma vez isso me pesasse. Gosto da ideia de que quem cá vem ler-me o faz porque gosta do que eu escrevo e não para fazer número ou chamar a atenção para um espaço que não tenho tempo para manter com maior visibilidade. Obviamente que ataco amiúde 99,9% da população virtual. Mas também o faço para a população não virtual. Leva tudo pela mesma cartilha. Quanto ao caquéctico, é porque já vai fazer 3 anos este mês e está, em muitos aspectos, esgotado, cansado, sem assunto. E, ultimamente, há demasiados dias em que me pesa como um cadáver que se recusa a ser enterrado. Mas, vivo ou morto, é e continuará a ser, um blogue anónimo e despretensioso. Talvez anódino não seja, admito. Mas isso é porque uma pessoa como eu, que gosta de apontar e atirar a tudo o que mexe e escreve absurdos (ou coisas com que concordo, que também digo bem), não tem uma personalidade anódina. E a escrita, de tão enfeitada por adjectivos, talvez também não o seja.

E foda-se que também não respeitei o número de linhas!

josé quintas disse...

o velho problema dos lençóis virou-se agora contra mim: as pontas são tantas que nem sei por onde pegar. Começo por um mal-entendido. mais acima o que deveria ter escrito era «cansaço ou apenas um lamento de uma blogger não-VIP, doença que ataca amiúde 99,9% da população virtual», e não passar a ideia que tu passas o tempo a atacar essa população. Ò moça dum raio, que eu me lembre, quando ficas brava costumas atacar valores ou a falta deles. nunca pessoas.
E entre as duas opções, preferia que fosse só um lamento, o que deve ser natural entre todos os bloggers não-famosos (aquela dúvida recorrente “será que vale a pena continuar a escrever para meia dúzia de amigos?” que se ultrapassa um par de dias depois quendo surgem mais coisas para dizer).
sendo cansaço (3 anos? chiça) acaba por ser mais grave, mas não será nada que umas férias não resolvam. agora vê lá se não fazes parte daqueles privilegiados que metem 4-5 ou mais meses de férias : ))

Hipatia disse...

Quando fico brava, nem vejo para que lado atiro, lol. Mas sim, também é isso: sou uma bota-de-elástico, daquelas que acham que há valores, ainda que não necessariamente apenas os conservadores, eheh.

E estou cansada, lá isso é verdade. Além de que deixei de fumar e o teclado sempre me puxou os cigarrinhos. As férias são só para finais de Agosto e, já em contagem decrescente, parece que ainda custa mais.

Depois olho à volta e os "meus" blogues estão todos silenciosos. O Substrato fechou, o Propriedade Privada vai fechar, alguns só escrevem ao semestre... Sei que pode parecer mal o que vou escrever, mas já não há a vontade do início de calcorrear a blogosfera a conhecer gente nova como se já não estivesse aqui há três anos, a ler coisas que já li, escritas às vezes até de forma parecida e acabando por, aqui na Voz, entrar em autofagia, porque também já não sei que mais há de novo para dizer.

E, sabes, eu sempre escrevi mais para mim do que para os outros. Mas estou cansada de mim. Até a necessidade de escrever para ordenar ideias vai escasseando, coisa que nunca pensei que me pudesse acontecer.

Acho que ando sem pica. Talvez seja só isso. Mas está a demorar a passar e nem sei sequer se vai passar :(

josé quintas disse...

mais uma vítima dessa relação bizarra entre o pc e os cigarros:) eu tb. e o fecho do Substrato... mais um. enfim, ele lá saberá. eu nunca tentei por mais do que 3-4 semanas seguidas, mas dá para imaginar a erosão causada por posts quase diários durante uns anos. se se comparar a regularidade de tantos bloggers (a um ritmo quase diário) com a de colunistas em jornais e tvs (com 1 ou 2 crónicas semanais), repara-se quer num lado quer noutro que em +/- 4 em cada 5 casos, alguma frescura da escrita e das ideias ficou pelo caminho ao fim de pouco tempo (com a ressalva de que o esforço dos bloggers costuma ser maior).

já houve alturas em que vários se divertiram a debitar leis para blogues, sendo uma delas a publicação diária obrigatória. diziam que sem isso não se chegava a lado nenhum. esquecendo agora essa coisa de chegar a algum lado através do blog, e sem mencionar os blogues que se dedicam quase exclusivamente à análise política (o que acaba por ser relativamente fácil, tantas as asneiras e disparates dos políticos profissionais), disto já deu para ter a certeza (e não se aplica só a mim):

escrever/publicar diariamente, ao contrário do que alguns dizem acreditar, costuma desaguar na banalização da escrita, dos temas, do empenho, e por aí fora. suponho que o processo é semelhante no trabalho. a única maneira de aguentá-lo diariamente é ligando de vez em quando o piloto automático. Só que a qualidade desse trabalho quase automático não é mesma de quando existe empenho.

outro só que: trabalhar é fundamental para pagar as contas enquanto que o blog não pode ser mais do que um passatempo, sob pena de daí resultar o cansaço próprio e dos leitores. Mas isto já todos sabemos, e tb se conhece a cura. vem em todos os dicionários: intervalo, pausa, férias, pedimos desculpa por esta interrupção, o programa segue dentro de momentos, dias, meses, e assim por diante.

Hipatia disse...

Tens toda a razão. Especialmente quando dizes como isto nos provoca erosão quando publicamos diariamente. Eu talvez tenha caído nessa asneira. Há alturas em que é relativamente fácil, porque há muita agitação por todo o lado à conta de um qualquer acontecimento (o Mundial, as eleições, a IVG...). Mas depois há os outros dias todos e, nesses, não havendo uma qualquer muleta, como a crítica política (muitas vezes já quase factual, ainda que debitada como se fosse obra prima) ou o futebol. No extremo oposto, os textos sensíveis e poéticos, quantas vezes apenas forma, exercícios de saltar à cueca e, também eles, já espartilhados numa fórmula gasta. Talvez fosse fácil se me tivesse decidido por uma qualquer fórmula (que obviamente até tentei os modelos acima) e tivesse ficado com ela. Mas a verdade é que fiz disto um diário e a nossa vida, por mais padronizada, não se rege por fórmulas estanques. E eu preciso normalmente escrever, quase como algumas pessoas precisam pensar alto. Sempre foi assim que me organizei. Mas também é verdade que sou uma pessoa muito banal, muito igual a toda a gente: aquilo que conheço e que me interessa é limitado; tenho vida fora daqui; trabalho e tenho contas para pagar; não sou interessante o suficiente para não me esgotar como tema, ainda que o tema não seja exactamente eu e sim as coisas que me interessam o que, se formos a ver bem, até devem ser faces da mesma moeda.

Pelos outros não sei falar. Do Mostrengo sei os motivos, porque lhe perguntei. Lamento, mas tenho de entender. Dos outros todos, suspeito. Devem ser semelhantes. Mas às vezes temo que seja mais uma moda que está a passar e que no fim só sobrem os que cá andam por um qualquer interesse profissional ou promocional. É que esses nunca foram a blogoesfera que gosto de ler.

josé quintas disse...

1º parágrafo: não estás a confundir realismo com baixa auto-estima? às vezes é fácil esquecer que uma noção +/- lúcida do próprio valor fica um degrau acima, algures entre a baixa auto-estima e o ego dilatado. e se as massagens ao ego costumam dar mau resultado, já as físicas são óptimas para centrar as flutuações (isto implica que todos deveriam exigir do governo umas estadias periódicas em spas:)

2º parágrafo - subscrevo completamente: "às vezes temo que seja mais uma moda que está a passar e que no fim só sobrem os que cá andam por um qualquer interesse profissional ou promocional".
se assim for, não haverá muito a fazer para quem não tem esses interesses, senão publicar quando tiver que ser, quando houver algo para dizer. mesmo que ninguém leia fica registado, quanto mais não seja para um gajo voltar uns anos depois e ver o que então lhe passava pela cabeça.

Hipatia disse...

Não :) Não sofro de mania das grandezas e não acho que a banalidade seja uma coisa má, se chegamos a dar-nos bem com ela. Eu dou e baixa auto-estima seria apenas se estas coisas se fizessem com base apenas na boa ou má apreciação que fazemos de nós mesmos. E acho que nem sofro desse mal. Talvez sofra de outro mal, às tantas tão ou mais corrosivo, que é um olhar cada vez mais cínico e desencanto sobre as coisas e, muito especialmente, como se fazem as coisas.

Mas a verdade é que todos temos um espectro limitado que, a partir de certo ponto, já não estica mais. Ai começamos a repetir-nos. Podemos não nos importar com isso e, como tantos, limitar-nos a usar a fórmula já testada para dizer sempre o mesmo de maneira diferente. Mas eu nunca sonhei ser uma Margarida Rebelo Pinto, com direito a páginas de promoção-desconstrução-crítica a algo demasiado comum ;-)

Quanto ao registo, há sempre outras opções. Este meio acabará gasto também. Não seria o primeiro, nem o último. Talvez se gaste a tempo de o conseguirmos levar atrás para os arquivos do que há de vir, como se parte da nossa memória.