Confesso que dispenso os manuais de positividade tóxica. Quando a alma me pede um 'upgrade', mergulho de cabeça num bom melodrama. Nada como ver uma vida em estilhaços no ecrã para me lembrar que, afinal, o meu caos doméstico é quase um spa.
Na verdade, os meus rituais de bem-estar são pouco ortodoxos. Enquanto uns meditam, eu prefiro um filme onde a desgraça seja farta e o lenço de papel insuficiente. É puro pragmatismo: ver o próximo a patinar na lama existencial dá à minha vidinha um tom pastel muito mais suportável.
Há uma certa cor estética na miséria dos outros que faz milagres pela minha paleta de cores emocional.
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