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O preconceito está normalmente associado a uma atitude ignorante que dá origem a uma opinião ou a um conceito formado por antecipação, geralmente de forma precipitada, sem conhecimento ou análise profunda dos factos. É usado primeiramente para emitir opiniões irreflectidas, teimosas, sobre tudo o que é julgado como "diferente" ou "anormal" segundo os parâmetros de cada um, sendo que este "um" se encontra integrado num comunidade, também ela moldada e sociabilizada em função de preconceitos, figuras muito úteis para manter uma certa "ordem" na convivência dentro dessa comunidade. Antigamente até queimavam mulheres nas fogueiras por escaparem a essa tal "normalidade". Num contexto sociológico, implica normalmente o julgamento do "outro", do "desconhecido", do temido porque "diferente" ou temido por seguir "normas diferentes" das do sujeito. E, sim, envolve os medos de cada um, medos primários, a mais das vezes moldados pela sociedade em que nos inserimos, pela cultura e pela religião, no sentido de resguardar a "normalidade" social de tudo o que é diferente e, nesse sentido, visto como "anormal".
Eu tenho muito pouca paciência para quem julga - com ares de psiquiatra de livro de bolso - se outra pessoa é ou não mentalmente sã, especialmente se tal se prende numa avaliação imediata da sanidade de alguém em função das suas opções sexuais. "Sanidade mental" é um conceito para ser usado com cuidado, muito cuidado. Não é para ser arrebolado para um texto que mais não pretende que catalogar a capacidade mental de alguém em função da aparência ou da forma como vive a sua intimidade, especialmente a intimidade sexual.
Um dia destes, ainda acabamos todos mórmons do Utah, a julgar a "sanidade mental" do galinheiro pelo grau de histerismo das galinhas...
E se ser americano já me parece suficientemente mau, ser um mórmon do Utah parece-me profundamente intragável. Antes o meu Portugalinho cheio de defeitos, desde que ninguém dê ouvidos aos tais que se chamam liberais e de direita e mais o raio que os parta.