2008-12-31

Feliz 2009!



Eu cá estou a precisar de uma bebedeira e mais umas coisinhas. Os que passarem por aqui, não sei. Mas desejo-vos uma coisa: divirtam-se!

2008-12-30

O meu balanço


aqui

«This is a story about people who like to waste time... waste my time, waste your time, waste their time; but time is against them. Time is everyone's master, including them...»

Death
in June



A meio de Fevereiro, já tinha conseguido fazer uma pneumonia, ter o carro assaltado na garagem, partir o dedo mindinho do pé e dar um golpe monumental num dedo da mão. Logo em Fevereiro – e o mês só ia a meio, repito – o ano bissexto já se pressagiava aziago. E foi mesmo: 2008 foi para mim uma grande merda. O pior é que 2009 não promete vir a ser muito melhor.

E até o meu balanço anual fica assim resumido em poucas palavras: o tempo está de crise, até para inspiração.

A todos os que por aqui vierem, que 2009 seja o ano que contradiga todas as previsões funestas. Depois deste ano que se vai sem deixar saudades, estamos todos a precisar de um bocadinho de esperança e, já agora, umas quantas boas notícias.

Para a Misty


aqui


Vous
Je me souviendrai de vous
Que le mot soit perle
Que le mot soit fort,
Qu’il nous protège de tous les sorts



.


Foi com palavras que nos cruzamos e no meio das palavras enlaçadas permanecemos. E este ano, com um calendário mais simpático, volto a deixar-te no Voz o meu beijo de parabéns.

Tem um dia feliz, menina. E não tropeces ao entrar em 2009!

2008-12-29

Uma mesa de cozinha


aqui


.

Há muitos anos atrás, a miga e eu estávamos on-line ao mesmo tempo no MSN enquanto aconteciam as coisas que depois íamos comentar, ou escrevendo posts, ou alucinando nas caixas de comentários dos outros. E também aconteceu que as duas fabricamos um nick masculino e nos dedicamos a dar cabo do juízo de outras amigas, por quem esse nick desenvolveu paixões assolapadas. E recordo especialmente o que era andar na net de braço bem dado com a miga, a rir das mesmas coisas, a estrebuchar com os mesmos disparates, a falar a sério de vez em quando. Mas, muito particularmente, do tanto de divertido que era desconstruir a par a seriedade das coisas.

Há dias em que me pesa a saudade desses tempos. É que, como quase sempre, o tempo passado acaba dourado em demasia e só sobram as coisas boas.

E, no entanto, não nos perdemos. Apesar de tanto e tanto. Apesar da distância. Apesar de tudo. E é por isso que, tantas vezes, me imagino sentada na mesa da cozinha em casa dela, as duas a disparatar juntas, chegando a conclusões tantas vezes demasiado parecidas para as voltas tão diferentes que levaram.

Ela diz que começamos pelo fim. Talvez seja verdade. Mas para mim começamos realmente num abraço apertado. E esse abraço é onde me fico. Há lá coisa mais fantástica do que nos sabermos pertença de outros braços?

Parabéns, miga.

2008-12-24

Festas Felizes!


aqui

A todos os que por aqui passam e vêm por bem, o Voz em Fuga deseja-vos um excelente Natal e um 2009 sem crises.

2008-12-23

Voltando (mais ou menos) ao Natal

Que fodam!

.

«Precisamos de qualquer coisa como uma ecologia do Homem. Não se trata de uma metafísica superada se a Igreja fala da natureza do ser humano como homem e mulher e pede que esta ordem da criação seja respeitada. As florestas tropicais merecem, sim, a nossa protecção. Mas não a merece menos o Homem como criatura na qual está inscrita uma mensagem que não significa contradição da nossa liberdade, mas a sua condição.»

Bento XVI, citado aqui



Um Mundo do além onde teríamos essa tal de felicidade garantida, sentaditos numa nuvem muito branca, a ouvir salmos e cânticos celestiais e a gramar com uma putice de um sem assunto que faria qualquer um sonhar antes com o Purgatório, é dos cenários mais bizarros que consigo imaginar. Aliás, estou convencida que Deus – se existe mesmo – nos deu em alternativa à promessa do dogma e à pasmaceira da nuvem a capacidade de viver plenamente enquanto ser vivo sexuado e hedonista. Nesta forma como fomos criados – se fomos de facto criados por Deus – temos em nós a necessidade natural de dar umas valentes fodas, cheias de endorfinas e amassos e lambidelas, ou mesmo umas mordidelas se for o caso. Dai resulta que se virmos o homem integrado no seu ecossistema e na sua biologia e se assumirmos que nada criado por Deus é contra-natura – porque Deus é por defeito incapaz de criar obra com defeito –, resta-nos, ecologicamente falando, esta prodigiosa capacidade de achar que um gajo que se veste de branco com sapato vermelho Ferrari e que diz que nunca fodeu é um idiota chapado, mais chapado ainda que qualquer florzinha tropical, incapaz de cumprir ou sequer entender os desígnios da divindade. E se não há obra divina com defeito, então nada pode ser contra-natura. Por isso, que fodam muito e muitas vezes, homens com homens, homens com mulheres, mulheres com mulheres e até com recurso a meios alternativos à base de látex, com e sem pilhas. Que deixem os bichos em paz, no entanto, para não dar cabo da ecologia. E que seja consensual, pois está claro, que nestas coisas das fodas já nos basta que sejam as religiões a tentarem impor o legal e o certo por decreto e a darem tempo de antena a caramelos de branco com sapato vermelho Ferrari que nos tentam foder apenas o juízo.

2008-12-22

Dando música

(clicar)


(acho que a minha árvore exagerou nos dourados, mas isso agora também não interessa nada, que estou mesmo numa de kitch natalício)

2008-12-21

(re)encontros


aqui

Há muito tempo atrás – muito mesmo, que por aqui a efemeridade ganha destaque – construí um grupo de amigos e, como quase sempre acontece, fui perdendo o rasto a vários, sabendo onde outros estão mas, por aquele pudor que o tempo impõe quando o convívio diário se perde, deixando de lhes visitar amiúde as caixas de correio ou os telefones, ou até mesmo os sítios onde os sei agora. Depois, vêm as Festas e penso que uma vez por ano também vale – ainda que tão pouco! – para dizer que sim, que me lembro, que tenho saudades. Pior são aqueles a quem já não sei encontrar, ou porque os e-mails mudaram, ou porque os telefones já são outros, ou porque querem mesmo ficar longe deste mundo efémero e concentrarem-se nas suas vidas para além disto. Mas também acontece que alguns amigos me (re)encontram e não se esquecem. E quando sou eu assim lembrada, anos de desilusões batem em retirada. Obrigada por virem!

Forget-me-not




Parabéns, Zu!

2008-12-20

Parabéns, Old Man



Desculpa isto ir assim pobrezinho depois dos "pedantes de Hipátia" que me ofereceste e tudo. Só que com a gripalhada que me atacou não dou para mais. Mas levas beijo à mesma. Espero que tenhas tomado a vacina :)*

2008-12-19

Para a L.



And I know you're hurting
And I can't be there for you



(Nem deves cá vir. Nem importa se vens ou não. Mas esta é para ti e para o V. E pronto!)

Ena!


aqui

Talvez tudo se comece a resumir a má vontade minha - admito -, mas a primeira coisa que me passou pela cabeça foi questionar-me sobre quantos desses só lá foram parar porque não tinham jeito para mais nada.

2008-12-18

Apre!



Depois de ver que a JP também detectou uma situação de plágio usando o mesmo sítio que eu, passou a constar na lateral deste blogue uma ligação directa a esse espaço (basta o registo e é gratuito) para quem o quiser usar. Penso que muitos, tal como eu, acharam sempre que os seus textos não seriam alvo de plágio. Está visto que nos pode acontecer a todos. E é sempre útil ter uma ferramenta que funciona.

2008-12-17

Dos presentes


aqui

Até agora, já recebi várias caixas de bombons que tenho a empanturrarem-me as gavetas da secretária. Depois, penso naquele senhor de um qualquer anúncio a telemóveis (acho que é a telemóveis) que diz à avó que não quer roupa interior este Natal. E sobra-me a dúvida: se eu anunciar as medidas a quem tanto se esforça para me acabar com elas, será que posso escolher antes umas cuequinhas?

2008-12-16

O jogo do costume

.

«A política lança o maior desafio à acção. Toda a acção é incerta e necessita de uma estratégia, isto é, de uma arte de agir em condições aleatórias e adversas. Mas a acção política é um jogo particularmente incerto em que as acções podem provocar reacções que a destruam, em que o efeito pode atraiçoar a intenção, em que os fins se podem transformar em meios e os meios em fins. O mais impressionante e frequente em política é a derivação, a perversão e o desvio da acção. Por isso a observação de Saint-Just tem mais valor do que nunca: "Todas as artes têm produzido maravilhas, só a arte de governar tem produzido apenas monstros".»

Edgar Morin, in "As Grandes Questões do Nosso Tempo"


Ao ouvir mais umas notícias do dia na televisão enquanto cirandava pelos blogues, não me saíam da cabeça as palavras de Saint-Just e a forma como foram contextualizadas por Morin.

Dos sorrisos


aqui


Não há como aguentar caras sisudas em permanência. Arrefecem-nos o coração.

Salvem os ricos



(os contemporâneos)

Como os comentários desaparecem


(clicar na imagem para ver melhor)

Desta vez, preveni-me.