Haunt meIn my dreamsIf you pleaseYou're breath is with me now and alwaysIt's like a breeze So should you ever doubt meIf it's help that you needNever dare to doubt me And if you want to sleepI'll be quietLike an angelAs quiet as your soul could beIf you only knewYou had a friend like me So should you ever doubt meIf it's help that you needNever dare to doubt meFound at bee mp3 search engine
Já dormes? Estás a sonhar connosco ai? Vá! Vira-te para o lado e sonha. Sonha que estou ai e vem assombrar-me os sonhos, que estou para aqui sozinha, sem pio e fechada e não quero continuar nesta insónia, este mau humor que me permeia cada pedaço, esta raiva de saber que estás ai tão longe, nessa cama gemente onde os sonhos se acalmam. E eu para aqui sozinha, sem voz, fechada, a saber-te ai sem mim. E essa cama. Raios para essa cama! Corpo e meio de cama para ficarmos abraçadinhos e eu a saber que ela está ai e que estás nela e eu para aqui sozinha, sem pio, numa cama gigante silenciosa...
Estou farta da minha companhia!
aquiPassem-se dias, horas, meses, anosAmadureçam as ilusões da vidaProssiga ela sempre divididaEntre compensações e desenganos.Faça-se a carne mais envilecidaDiminuam os bens, cresçam os danosVença o ideal de andar caminhos planosMelhor que levar tudo de vencida.Queira-se antes ventura que aventuraÀ medida que a têmpora embranqueceE fica tenra a fibra que era dura.E eu te direi: amiga minha, esquece...Que grande é este amor meu de criaturaQue vê envelhecer e não envelhece.Vinicius de MoraesApesar dessa saudade, desejo-te um dia o mais feliz possível. Aproveita-o!
A Strange Kind of Love - Peter Murphy
Mal te li, lembrei-me logo deste. Mas também podia ser o Iggy, por exemplo. É que o Springsteen por mim podia continuar a ir a caminho do rio (oh oh oh down to the river, lalala...) e, de preferência, ficar por lá :)
aqui A guerra poderá alguma vez ter justificação? E a guerrilha, parente pobre e suja da guerra? E o interesse de qualquer estado poderá alguma vez exigir comportamentos amorais? Ou serão antes eles rapidamente propostos, desculpando-se o uso de um "terror menor" contra um terror sob a alçada de legitimidade de um estado terrorista? E como se mede o terror? Em números de vítimas? Em números de vítimas evitadas? Ou apenas pelo silêncio dos que nem como vítimas se podem afirmar?
Já agora: ainda alguém se lembra dos Hutos e dos Tutsis? Dos Balcãs? Da Tchéchénia? Do Sudão? Da Indonésia pré e pós Timor? Das purgas do Chile? Dos Khmers? Do Afeganistão? Da recusa dos EUA em aceitarem a jurisdição do Tribunal Penal Internacional?...
Será que alguém quer realmente lembrar como a História parece sempre capaz de lavar as morais das diferentes histórias? Vamos continuar a tentar apanhar e condenar todos os Noriegas e todos os Pinochets depois de eles perderem valia para as politiquices do costume?
As guerras alimentam-se a elas mesmas. São sorvedouros de interesses e calculismos. No fim, devoram tudo, numa corrida entre o nepotismo e o despotismo e, como sempre, apenas uns poucos lucram. E são, cada vez mais, uma questão mediática, um espectáculo de pirotecnia e sangue.
Mas, na verdade, parece-me que nem há aqui novidade alguma. Só mudam os lados vitimados e as dimensões das hecatombes.
aquiNão sei se já repararam, mas retirei o "word verification" há mais de duas semanas. Volta e meia, lá aparecem a cuscar uns incautos perdidos mas, até agora, nem um spamzito para amostra, nem uma tentativa de assalto ao template, nem uma única facadinha virtual... Acho que vou passar a assinar com o meu nome e a queixar-me de dez em dez minutos...
aquiI deplore brutality. . . . It's not efficient.William S. Burroughs - The Naked Lunch Só me apetece fugir para bem longe dos tentáculos peçonhentos da demagogia bacoca com que se contabilizam mortos como se fossem sacos de batatas e se ferem os olhos em prime-time e se discursa por tostões.
Joshua Tree National ParkThese mist covered mountains Are a home now for me But my home is the lowlands And always will be Some day you'll return to Your valleys and your farms And you'll no longer burn To be brothers in arms
Through these fields of destruction Baptisms of fire I've witnessed your suffering As the battles raged higher And though they hurt me so bad In the fear and alarm You did not desert me My brothers in arms
There's so many different worlds So many different suns And we have just one world But we live in different ones
Now the sun's gone to hell And the moon's riding high Let me bid you farewell Every man has to die But it's written in the starlight And every line on your palm We're fools to make war On our brothers in armsFound at bee mp3 search engine |
Disseste-me ali numa caixa de comentários que "nós perdemos a fome de pararíso-Além porque não sabemos e morremos sem saber se há." E eu acho que sabemos, sim. Não está padronizado, nem encerrado numa qualquer verdade. Está antes no que queremos que seja. E pode ser apenas a beleza de um pôr do sol no deserto, onde nada parece poder sobreviver e, no entanto, uma árvore ergue ainda os seus braços para o céu tingido de azul e fogo.
(Talvez no dia em que formos irmãos sem armas, afastando das linhas das estrelas sonhadas, ou das linhas escritas em destino nas palmas das mãos, a loucura de não viver apenas).
aqui Sou só eu e este mau humor que não me larga nos últimos tempos ou há dias em que saímos de casa e ficamos rodeados de gente profundamente feia? Feia mesmo! Daquela de meter medo ao susto. Daquela que deveria ser proibida de usar acessórios como se árvores de Natal, obrigando até o meu pedaço mais distraído a tropeçar em tamanha fealdade.
E quero lá saber o que dizem as revistas da moda, mais a moda de acreditar na moda das revistas: a chinelinha, soquinha e afins com berloques em douradinho é do mais pobre que existe, por mais pintalgado que pareça. E estão sempre em pés feios, de gente feia. Profundamente feia. Enfeitada à moda, como se uma árvore de Natal prêt-à-porter de suburbanos com a mania, a caminho da praia.
E esta gente feia, cheia de socas, chinelinhas e berloques, faz-me até sentir saudades do bom do Sr. Manuel e da sua Maria, que esses ao menos quando se enfeitavam para ir à praia era com a bela da panela da feijoada, mais a boneca com o tintol... E não tinha tudo ar de brinde da mesma revista.
Carlos Romão(...) aquela - tão difícil de explicar - condição subjectiva de participar de um território dos vivos e dos mortos(...) Uma comunidade que está no sangue, nas dores, nos sentimentos de cada um. Hélder Pacheco Carlos Romão Uma esquina e lá estão as pedras levantadas. Outra esquina e não há passeios... só obras. Mas, no meio de tanta obra, a Obra é demasiado pobre. Que estão fazendo ao meu Porto? Que nos sobra?
Fica a ideia mitificada da velha urbe "donde houve nome Portugal", das glórias passadas, representadas e aplaudidas hoje nas glórias do futebol: "O Porto é uma naçom!" E fica o resto, lembrado, cantado, nas vozes de Sérgio Godinho, GNR, Rui Veloso... E fica o granito, cinzento, cada vez mais triste, mesmo de cara lavada e privilégios de património mundial. E ficam os problemas sociais de bairros degradados, por entre as evidências de tráfico de droga, memórias de corrupção policial e tudo o mais que, de facto, "nos oculta o mistério" desta terra. E ficam as casas degradadas, a que já não se pode mudar a traça, as ilhas ao alto da habitação social para onde se "empurrou" a população dos Guindais, depois de a enxotar das barracas com vista panorâmica para o Douro. E ficam as pontes: a memória em baixo relevo da que caiu, a beleza de ferro das que, centenárias, ainda se mantêm de pé e o cimento armado dos projectos de Edgar Cardoso, que todos esperavam que caíssem. E fica a nova Infante D. Henrique, gémea perfeita, já que a do Freixo é outra história: falta o arco, tem demasiados pilares a fender o rio e pouca altura para fazer sombra às companheiras. E ficam as ruas esventradas onde passa agora o metro. E fica este horripilante arranjo aos Aliados, cinzento, triste, morto. Eu gostava das flores. Gostava tanto daquelas flores!
E fica, sobretudo, para cada tripeiro, a memória e o amor à terra em que se nasceu, mesmo que uma visita guiada ao Porto que hoje temos deixe saudades profundas do Porto com que sonháramos.
aquiO sexo parece ter sido inventado há cerca de 2 mil milhões de anos. (...) Com a invenção do sexo, dois organismos quaisquer podiam trocar parágrafos, páginas, livros inteiros do seu código de ADN. Carl Sagan – Cosmos
...mas ainda foi preciso mais uma porra de anos para que se inventasse o cyber-sexo e viesse a moda de mandar só livros assépticos em branco...
aquiComi demais. Sinto-me uma lontra! E continuo sem pio. Digam lá que não fui quase profética quando escolhi o nome do tasco? Obrigada!
Desde que a "revolução antitotalitária" varreu o leste Europeu, o Mundo encontrou-se perante uma evidência: o degelo da guerra fria "aqueceu" o Médio Oriente, com prolongamentos para o Norte de África. E os riscos parecem ser tão mais graves quanto mais simplistas formos nas análises. Não há nada simples no Médio Oriente. Nunca houve.
Não se pode olhar superficialmente paras as singularidades desta região, que passam pelas questões relacionadas com os seus recursos petrolíferos ou com os seus problemas religiosos. O Médio Oriente parece englobar, num mesmo cenário, tudo o que se encontra em oposição ideológica na actualidade: Ocidente e Oriente, Norte e Sul, Islão e Cristianismo (com a interferência de toda a problemática associada à existência do Estado de Israel), laicidade e religião, fundamentalismo e modernidade.
Temo cada vez mais que haja um profundo desconhecimento das reais variáveis em causa, simultâneo, constante e mútuo. E temo ainda mais que o medo baseado nesse desconhecimento precipite um qualquer acontecimento que faça rebentar aquele que Edgar Morin chamou o barril de pólvora do Mundo. Já esteve mais longe de acontecer...
  aquiVelhos são os trapos, Agatha :) Este aqui é só - e apenas - demasiado avariado, demasiado alucinado, demasiado charmoso, demasiado delicioso, demasiado... ;-) (O que não falta são homens bonitos. Faltam sim homens que não precisam ser bonitos. Há neles qualquer coisa que nos tira o centro de gravidade...)
 aqui
Não me apetecem paninhos quentes, nem meias palavras para dizer o óbvio: toda gente quer sempre tudo o que acha a que tem direito, mesmo que ninguém lhes reconheça direito algum. E eu - que ando com um fastio que não passa - só quero mandar muita gente ao raio que a parta. Talvez seja esta mania de dar explicações a menos, oferecer um bocadinho e não poluir o ar de demasiadas exigências. No fim de mais um dia, com cheiro das férias (dos outros) no ar e a paciência esgotada, em lugar de vir para aqui pedir, apetecia-me vir para aqui dar. Porrada, se preciso fosse. Mas dar qualquer coisinha...
Estou farta de tanta cena de S&M, especialmente quando - cada vez mais - me encontro apenas colada ao fetiche de voyeur. E, raios!, não pedi para ver o cu a tanta gente!
aquiThe Divine Comedy - To Die a VirginQuero lá saber o que dizem os críticos! Os The Divine Comedy conseguiram sempre pôr-me bem disposta, a abanar o traseiro e a bater o pé no chão. E não há assim tanta coisa que tenha esse efeito em mim…
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